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Polícia admite que pode ter disparado contra palmeirenses em Prudente

Dia 27/10/2015
20:59

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A Polícia Militar admitiu nesta segunda-feira uma suspeita de que os tiros que atingiram dois torcedores palmeirenses em Presidente Prudente possam ter partido da corporação. Um inquérito foi instaurado para apurar o incidente, antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no domingo.

O tenente César, da PM, confirma que um dos torcedores, Roberto Vieira de Castro Filho, foi alvejado por bala de fogo. Há suspeita que seja de calibre 12, o que apontaria a polícia como responsável pelos disparos.

- A gente instaurou um inquérito já no domingo. É um procedimento para apurar se há ou não crimes militares. Já ouvimos testemunhas da organizada e funcionários municipais que auxiliaram no socorro. Hoje (segunda), oficiais de Prudente voltaram ao estádio e buscaram informações, foi feita uma vistoria. Foram encontrados dois cartuchos de munição de arma de fogo. Passamos para a perícia para fazer um confronto, ver o calibre, saber se bate com o ferimento - disse César.

- Não podemos afirmar 100%, mas aparentemente são de calibre 12. Legalmente, só a polícia usa calibre 12. Se realmente forem essas, vamos apurar de quais policiais partiram. Aguardamos ainda o laudo conclusivo da perícia. Temos 40 dias para concluir o inquérito - completou.

De acordo com o policial, apenas balas de borracha deveriam ser usadas nesta situação. A Mancha Alviverde acusa a PM de ter usado projéteis letais.

A torcida diz que não houve confusão com corintianos. A polícia rebate tal versão.

- Os corintianos estavam a 300 metros dos palmeirenses, se posicionando para a fila. Os palmeirenses quiseram ir de encontro, a polícia então teve de intervir. Fizemos disparos de borracha, começou o tumultuo - disse o tenente.

Roberto, de 21 anos, está internado em estado grave, respirando por aparelhos. Há risco de morte.

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