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Pilotos da Stock Car contam com pneus feitos nos EUA

As imagens de Náutico 0 x 2 Fluminense (Foto: Aldo Carneiro)
As imagens de Náutico 0 x 2 Fluminense (Foto: Aldo Carneiro)

Em qualquer categoria, os pneus têm um papel fundamental e na Stock Car não é diferente. Ainda mais com o fim do pit stop obrigatório. Com isso, usar corretamente a borracha é decisivo para um bom resultado e os pneus da categoria vêm dos Estados Unidos, numa operação complexa.

Fornecedora da Stock Car, a Goodyear fabrica os pneus na matriz, no estado de Ohio. Depois, despacha a carga de caminhão até o litoral,
de onde um navio parte com os pneus. Os jogos chegam ao Brasil no porto de Santos e são enviados para a fábrica de Americana (SP). Por fim, na semana da corrida, é feito o transporte de caminhão para os locais das provas. Ufa!

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- Conforme chegam as datas das corridas, recebemos a solicitação dos times e entregamos. Os pneus saem da fábrica e vão de caminhão e, na quinta-feira pela manhã, todos os pneus estão disponíveis. Temos a lacração na quinta, quando se associa o pneu a cada carro, daí montamos na nossa tenda para todas as equipes quantas vezes for preciso. A equipe pega o pneu e ajusta a calibragem de acordo com a tocada do piloto e acerto – disse ao L! Vinícius Sá, diretor da Goodyear.

Como cada pista tem características distintas, a forma de acertar o carro para explorar o pneu na faixa adequada de funcionamento é um
dos maiores desafios dos pilotos, já que num Stock Car, os conjuntos são iguais e acertos, limitados. Em Londrina, neste fim de semana, o treino classificatório será decisivo.

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- Em Londrina, o asfalto não é ruim e, recentemente, foi recapeado, mas é sempre bom poupar pneu o máximo para ter um carro bom no fim da prova - falou ao L! o piloto Julio Campos (equipe Girho´s Carlos Alves), que lembrou que a corrida não deve ser quente como a de 2011, quando o asfalto derreteu:

- O quadro é outro, em função de a corrida desse ano ser em julho e a outra ter sido em outubro, quando a temperatura era bem pior.

 

POR DENTRO DA STOCK CAR
THIAGO MARQUES
Piloto da categoria por dez anos

Foram poucas as vezes que o asfalto do autódromo de Londrina esteve em perfeito estado. Desconsiderando o esfarelamento de 2011 e levando em conta um asfalto razoável, é uma pista que consome muito pneu por ter um traçado bastante travado, com duas principais freadas em curva.

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Por ter só duas curvas para a esquerda, os carros são alinhados de forma assimétrica, com mais cambagem no lado de apoio, também usando as rodas traseiras bem divergentes para que o carro tracione melhor e não desgaste os pneus.

 

BATE BOLA
VINÍCIUS SÁ
Diretor da Goodyear

LANCENET!: Na F-1, há diferentes tipos de compostos por corrida. E na Stock Car, como funciona?
VINÍCIUS SÁ: Todos os pneus são iguais. Só há um tipo slick e um tipo para chuva. Os pneus foram desenvolvidos especialmente para a Stock de acordo com as características técnicas da categoria, em conjunto com organização, equipes, pilotos. Por logística e para deixar a um custo acessível é só um tipo de pneu.

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LNET!: Hoje em dia, os pneus costumam ser reaproveitados em asfalto ou mesmo barreiras em autódromos. Como é com os pneus da Stock?
VS: A Goodyear disponibiliza a estrutura para que nos devolvam os pneus e a gente dê o destino correto aos pneus. Mas não são obrigadas a
devolver.A maioria deixa conosco, mas quem usa na corrida seguinte transporta o seu, armazenamento.

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