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No Palmeiras, ídolos viram vilões em poucos jogos

28/10/2015 06:25

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Placa Lance 1.(Foto: Marco Aurélio Stamm)
Placa Lance 1.(Foto: Marco Aurélio Stamm)

Trazer um jogador consagrado, com indentificação com a torcida e com uma boa passagem anterior no clube, parece um investimento sem riscos para um clube de futebol. Mas não é o que tem acontecido com o Palmeiras nas últimas temporadas.

O primeiro caso recente foi o de Vágner Love. O atacante, revelado nas categorias do Palmeiras, deixou o clube em 2004 após ajudar o Verdão retornar à Série A do Campeonato Brasileiro. No ano passado, após longa negociação com o CSKA (RUS), a diretoria conseguiu trazer o atacante por empréstimo. Mas o camisa 9 não conseguiu repetir as boas atuações de sua primeira passagem. Acabou perseguido pela torcida e rotulado como baladeiro e quase foi agredido por membros de uma facção organizada. Com o mal estar, o jogador deixou o clube e foi para o Flamengo.

Em 2011, outras duas estrelas passaram a ter problemas, desta vez com a diretoria. Kleber e Valdivia, que retornaram ao clube a peso de ouro, chegaram a reclamar publicamente de atrasos de salários, causando desconforto geral com a cúpula alviverde. Ambos chegaram ao clube nesta temporada depois de muita insistência da diretoria e pouco renderam.

Valdivia com problemas físicos e uma fibrose na coxa esquerda, pouco jogou desde a sua chegada dos Emirádos Árabes. Já o Gladiador, apesar de estar sempre em campo e ter sido nomeado capitão da equipe com a ausência de Marcos, sentiu falta de um parceiro no ataque e não resolveu os problemas ofensivos do Verdão.

Em 2003, o meia Zinho passou por uma situação parecida. Depois de retornar ao clube, onde foi campeão da Libertadores em 1999, o jogador não teve grandes atuações e após perder a semifinal do Campeonato Paulista para o Corinthians por 4 a 2, saiu de campo muito xingado porparte da torcida que estava no Morumbi. Acabou se transferindo para o Cruzeiro, onde foi campeão brasileiro.

Confira os ídolos recentes do Verdão que entraram em rota de colisão no clube:

Vágner Love

No CSKA Moscou (RUS) desde 2004, quando deixou o Palmeiras como um dos grandes responsáveis pela volta à Série A, Vágner Love queria a todo custo voltar ao Brasil. A diretoria do Verdão por sua vez não mediu esforços para repatriar o atacante. Chegou até oferecer jogadores para os russos, mas conseguiu a liberação do jogador sem custos. Com um futebol muito abaixo do esperado e acusações de frequentar as famosas noitadas, o atacante passou a ser cobrado pela torcida que chegou a tentar agredi-lo em frente a uma agência bancária em São Paulo. Sem
clima no clube, Vágner Love acabou indo para o Flamengo, onde enfim voltou a marcar os seus gols.

Kleber

Campeão Paulista em 2008 com o Palmeiras, Kleber não permaneceu no clube após a negociação com o Dínamo de Kiev (UCR) não dar certo. O Cruzeiro então tomou a dianteira e comprou o jogador da equipe ucraniana. Apesar das boas atuações em Minas Gerais, o Gladiador seguiu fazendo juras de amor ao Verdão, se mostrando inconformado de ter deixado o clube.

Em 2010 a diretoria do Palmeiras então decidir trazer o jogador de volta. Após inúmeros dias de negociação com o Cruzeiro e alto investimento no atacante, enfim o Gladiador retornou. Com um ano difícil da equipe, Kleber não obteve o mesmo destaque de dois atrás e nos últimos dias passou a reclamar publicamente de atrasos de compromissos. A diretoria não viu com bons olhos as declarações.

Valdivia

Outro campeão paulista pelo Verdão em 2008, Valdivia saiu do clube para jogar no Al-Ain FC dos Emirádos Árabes. Irreverente, o Mago ganhou a apreciação da torcida rapidamente. Após dois anos no Oriente Médio, dando declarações de amor ao Palmeiras, o chileno passou a pauta da diretoria após a Copa do Mundo. Mais uma vez os dirigente tiveram que abrir os cofres do clube para fazer a alegria da torcida.

O Mago chegou com grande prestígio, no entanto dentro de campo não correspondeu. Com problemas físicos e uma fibrose na coxa esquerda, pouco jogou desde a sua chegada. No mesmo caminho de Kleber também reclamou de atrasos de salários e esbravejou contra a diretoria após ter rejeitado assinar uma carta de recomendações.

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