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Natação eterniza Phelps, quebra recordes e vê meninas prodígio

28/10/2015 06:26

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Grêmio x Bahia (Foto: Ricardo Rimoli)
Grêmio x Bahia (Foto: Ricardo Rimoli)

As competições da natação na Olimpíada de Londres, finalizadas neste sábado no Centro Aquático, superaram as expectativas. Sem dúvidas o maior feito foi o de Michael Phelps, que conquistou seis medalhas na Inglaterra e alcançou 22, superando a ex-ginasta soviética Larysa Latynina, que tem 18. Mas destacou-se também o número de marcas quebradas: 34, mesmo com a proibição dos supermaiôs utilizados em Pequim-2008, quando 91 recordes foram superados.

Phelps desta vez não superou recordes, mas quem se importa? Aos 27 anos, o americano conquistou quatro medalhas de ouro (200m medley, 100m borboleta e nos revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre) e duas pratas, nos 200m borboleta e no revezamento 4x100m livre. Foi a última Olimpíada dele, que encerra com 18 medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze.

- Não poderia temrinar da melhor maneira. Fiz tudo o que podia fazer, estou muito feliz. Estou me aposentando (risos). Uma das grandes coisas que disse é que nunca nadadaria depois dos 30 anos, e vou conseguir fazer isso. Sou sortudo de dizer que consegui completar todas as minhas metas. Há outras coisas que quero fazer na minha vida - afirmou um sorridente Phelps.

Se Phelps brilhou, o Brasil não fez feio. Thiago Pereira foi o grande destaque: surpreendeu e conquistou a medalha de prata nos 400m medley, deixando Phelps para trás. Foi a primeira medalha do atleta fluminense, nascido em Volta Redonda. A outra medalha brasileira foi de Cesar Cielo, que defendia o título dos 50m livre. Cesão foi superado pelo francês Florent Manaudou e pelo americano Cullen Jones, ficando com o bronze.


No quadro de medalhas, os Estados Unidos dominaram por completo e faturaram 30 medalhas, sendo 16 de ouro. A China ficou em segundo, com cinco de ouro e dez no total. Mas o grande destaque foi a França, que levou quatro de ouro, incluindo o revezamento 4x100m, deixando os EUA com a prata. O Brasil ficou na 15ª posição, empatado com o Canadá.

SEM SUPERMAIÔS, MAS COM 34 RECORDES

O nível técnico da natação foi tão alto que a expectativa em relação à quebra de recordes foi superada de longe. Sem os supermaiôs proibidos pela Federação Internacional de Natação (Fina), 34 marcas foram batidas, sendo nove mundiais e 25 olímpicas. Em Pequim-2008, com os supermaiôs, foram 91 recordes, sendo 28 mundiais e 63 olímpicos.

Para se ter uma ideia, desde que a Fina proibiu os supermaiôs, que ajudavam a diminuir o atrito do nadador com a água, apenas dois recordes mundiais haviam sido quebrados, nos 200m medley e nos 1.500m, no masculino. Em Londres, das nove marcas mundiais quebradas, seis foram das mulheres. A americana Rebeca Soni bateu a marca dos 200m peito duas vezes, nas eliminatórias e na final.

Recordes olímpicos quebrados em Londres:

100m peito (M) - Cameron van der Burgh (AFS) - 58s46
200m peito (M) - Daniel Gyurta (HUN) - 2m07s28
1.500m (M) - Sun Yang (CHN) - 14m31s02
400m medley (F) - Shiwen Ye (CHN) - 4m28s43
200m peito (F) - Rebecca Soni (EUA) - 2m20s00
200m peito (F) - Rebecca Soni (EUA) - 2m19s59
100m borboleta (F) - Dana Vollmer (EUA) - 55s98
200m costas (F) - Missy Franklin (EUA) - 2m04s06
Revezamento 4x100m medley (F) - Estados Unidos - 3m52s05

BRILHO DAS ADOLESCENTES

Um trio de jovens nadadoras também surpreendeu o mundo ao conseguir feitos impressionantes na piscina do Centro Aquático de Londres. Shiwen Ye, da China, de 16 anos; Missy Franklin, dos Estados Unidos, de 17 anos; e Ruta Meilutyte, da Lituânia, de apenas 15, deixaram o público boquiaberto com suas conquistas.

A americana Missy Franklin foi a que mais conquistou medalhas: cinco, sendo quatro de ouro (100m e 200m costas, 4x100m medley e 4x200m livre) e uma de bronze (4x100m livre). Se não bastasse isso, ainda quebrou o recorde olímpico dos 200m costas, com 2m04s06.

A jovem chinesa Shiwen Ye também assombrou o mundo ao vencer os 200m e os 400m medley e quebrar o recorde mundial desta última, com 4m28s43. O tempo fez com que suspeitas de competir dopada surgissem, como fez o técnico americano John Leonard. Nos últimos 50m da prova, Ye foi mais rápida que Ryan Lochte, campeão na prova entre os homens: 29s10 contra 29s55.

- Como eu posso ser comparada a Lochte? O resultado dele nos 400m foi mais de 20 segundos melhor que o meu, e ele administrou claramente na parte final da prova. Eu dei meu melhor até o fim. O nado livre é o meu favorito no medley, mas não posso ser comparada aos nadadores de crawl profissionais - disse Ye à agência chinesa de notícias Xinhua.

Quem também brilhou intensamente foi Ruta Meilutyte, de apenas 15 anos. Ela conquistou a primeira medalha da Lituânia na história da natação em Jogos Olímpicos, com o ouro nos 100m peito.

Uma outra nadadora, mas nem tão jovem assim, a se destacar foi a holandesa Ranomi Kromowidjojo, de 21 anos. Filha de um surinamês e neta de indonésios, ela consolidou-se como a nadadora mais rápida do mundo. Venceu os 50m e os 100m quebrando o recorde olímpico nas duas provas.


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