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Em meio à tensão na Ucrânia, Marlos lamenta viajar para jogar 'em casa'

Os conflitos entre Ucrânia e milícias pró-Rússia não afetaram apenas as relações políticas e geográficas. Atingiu em cheio o futebol. Donetsk é uma das cidades mais abaladas pela guerra. Em meio a bombas e explosões, o futebol não existe mais na região. Desta forma, o Shakhtar foi obrigado a se mudar para Lviv, localizada a 1.230 quilômetros, para ficar mais longe da tensão.

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O Donbass Arena, estádio do Shakhtar, foi atingido por mísseis e ficou destruído. O aeroporto da cidade também virou ruína. Donetsk é a maior sob controle de rebeldes pró-Rússia e o local tem sido alvo de grandes conflitos entre os a favor do domínio da Rússia e tropas ucranianas.

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O meia-atacante Marlos presenciou de perto o ápice dos conflitos. Ele mora na Ucrânia desde 2012, quando saiu do São Paulo para jogar no Metalist. Hoje, é um dos grandes nomes do Shakhtar Donetsk. Para ele, é complicado viver em um país que vive sob constante tensão. Por outro lado, por estar há mais tempo na Ucrânia, já 'se acostumou' com a situação.


Donbass Arena ficou destruído após ser atingido por mísseis (Foto: Site Oficial do Shakhtar)

- Para mim, não foi tão complicado porque eu já estava morando na Ucrânia, então eu já sabia que não era tão complicado como todos, realmente, pensam. Existe uma área da Ucrânia que está em conflito, mas não o país inteiro. Claro que é difícil viver em um país num clima assim, mas o mais complicado é acalmar os nossos familiares que estão longe e ficam preocupados por causa das notícias que chegam até eles.

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Por sorte, os jogadores do Shakhtar já estavam longe de Donetsk quando mísseis destruíram o Donbass Arena. Marlos lamenta pelas pessoas que ficaram na cidade, sem a proteção das autoridades e no meio do conflito.

- Nós já estávamos em Kiev quando tudo aconteceu e ficamos muito tristes, principalmente pelas pessoas que ainda estavam lá. Muitas famílias indefesas não podiam sair da cidade e sofreram demais com esses ataques. Também ficamos chateados pelo fato de o nosso estádio ter sido atingido, pois lá era nossa casa, onde o time costumava jogar. Mas não podemos fazer nada, apenas torcer para que esses conflitos terminem e que as pessoas possam ter uma vida normal - lamentou o jogador.

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Depois da destruição do estádio, o Shakhtar passou a mandar os jogos na Arena Lviv. Marlos lamenta ter que viajar longas distâncias para poder mandar os jogos e, em muitas vezes, não ter o apoio da torcida.

- É muito complicado e bem desgastante porque temos que viajar em todos os jogos. A Arena Lviv é um grande estádio, com uma bela estrutura, mas nem sempre contamos com o apoio dos torcedores. Muitas vezes eles até torcem para a equipe adversária. É difícil.

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