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Entre Magos: Deco ofusca Conca no início do Brasileiro

João Filipe e Marcio Azevedo fazem circuito físico em General Severiano (Foto: Paulo Sérgio)
João Filipe e Marcio Azevedo fazem circuito físico em General Severiano (Foto: Paulo Sérgio)

O apelido compartilhado nunca foi colocado em prática ao mesmo tempo. Magos desde os tempos de Porto (POR) e Universidad Católica (CHI), Deco e Conca se revezam no expediente de magia pelo Fluminense. Neste começo de Brasileiro, o luso-brasileiro assumiu as rédeas do meio de campo tricolor e tem ofuscado a regularidade tímida do argentino.

Deco é superior em praticamente todos os fundamentos, mesmo com menos tempo em campo que o hermano. Perde em finalizações certas, mas já tem uma assistência a seu favor nas três primeiras partidas do campeonato, fundamento com o qual Conca fez a diferença na conquista do título nacional em 2010.

– Eu assistia às partidas do Deco no Barcelona, sempre fui um fã. Sabíamos que ele seria capaz de fazer o que está fazendo. Eu o considero hoje o jogador mais importante do time do Fluminense, ao lado de Fred e do próprio Conca – destacou Edinho.

Há quem considere que os dois jogadores não sejam complementares no estilo e isso seria o motivo para a gangorra vivida pela dupla. Ano passado, o Fluminense chegou a cair de produção com a presença de Deco no meio. Agora, Conca estaria tendo menos espaço para armar o jogo com a boa presença do camisa 20.

A verdade é que, enquanto Conca ainda não repetiu as atuações de 2010, Deco está tentando descontar o tempo perdido desde que foi contratado, em julho passado. O ideal mesmo para seria ver os dois jogadores em momento mágico.

– Muitos consideram que Conca não está bem, mas discordo. Ele marca muito. Não imaginava que fosse assim. Ele ainda vai nos ajudar com o Deco – disse Edinho.

DECO BRILHA NAS ENTREVISTAS

Boa fase nos gramados pode até ter mudado de lado recentemente, mas pelo menos em uma característica Deco sempre esteve à frente do companheiro Conca. O ex-jogador de Chelsea (ING) e Barcelona (ESP) é muito mais disponível a entrevistas do que o argentino, sempre muito tímido.

O camisa 11 falou pela última vez em entrevista coletiva no dia 17 de fevereiro, ainda na disputa do Campeonato Carioca. Depois disso, falou em eventos com patrocinadores e solenidades, como quando foi homenageado por ter completado 200 jogos pelo time das Laranjeiras.

Já Deco tem concedido entrevistas frequentemente.

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COM A PALAVRA: Bruno Marinho (setorista do Fluminense no L!)

Velocidade nunca foi o forte de Deco e Conca. Não à toa Marquinho sempre ganhou espaço no meio quando o treinador, seja ele qual tenha sido, procurou alguém mais rápido para o setor. Por isso, não é fácil montar esquema no qual os dois consigam desempenhar o máximo que podem. É como se concorressem ao mesmo nicho, mesmo em lados diferentes do campo. Na disputa involuntária, Deco tem se saído um pouco melhor.

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