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Líder, Mineirinho admite pressão: 'Se dissesse que não, estaria mentindo'

Enquanto a procura por patrocinadores era uma luta diária de Silvana Lima nos últimos quatro anos, Adriano de Souza, o Mineirinho, já acumulava marcas famosas no currículo e servia de inspiração para a cearense. O atual líder do ranking mundial de surfe, com 28.000 pontos, e um dos favoritos ao título deste ano, também acaba de fechar contrato com a Oi. Mas, diferentemente da compatriota, que busca chegar ao topo, ele tem a missão de se manter por lá.

Em 2015, Mineirinho já venceu a etapa de Margaret River (AUS) e foi vice-campeão em Bells Beach (AUS), ambas em abril. A expectativa do brasileiro acabou frustrada no mês passado, nas Ilhas Fiji, quando ele foi eliminado logo no terceiro round. A disputa foi vencida pelo australiano Owen Wright, atual número três do mundo e um dos fortes concorrentes ao título. Mesmo assim, a liderança continuou nas mãos do brasileiro.

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– Se dissesse que não me sinto pressionado, eu estaria mentindo. Mas não é a primeira vez que chego ao topo e espero que não seja a última. Consegui abrir uma vantagem grande e, apesar de não ter ido como esperado nas duas últimas etapas, continuo na liderança. Elas foram difíceis e, com certeza, perdi para atletas que surfaram as melhores baterias deles – declarou Mineirinho, em entrevista ao LANCE!.

Surfista mais velho da "Brazilian Storm", com 28 anos, o paulista do Guarujá acumula cerca de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 4,5 milhões) em premiações na carreira. Como comparação, o atual campeão Gabriel Medina, hoje em 20, soma US$ 1,3 milhão (R$ 3,8 milhões). Os números de Silvana, única representante do país na elite feminina, mostram uma realidade diferente. Ela faturou pouco mais do que US$ 350 mil (R$ 1,05 milhão).

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– Vim de uma família com pouco dinheiro, mas tive o suporte e de patrocinadores como a Oakley, que está comigo desde que sou pequeno. Isso me deu a vantagem de poder viajar, mas tudo que eu ganhava gastava com viagens e treinos. Mas não me arrependo de nada. Amo surfar – disse Adriano.

Além de Mineirinho e Silvana, Filipe Toledo, vice-líder do WCT, com 27.450 pontos, será patrocinado pela Oi. A empresa de telefonia, que vem ampliando sua presença no esporte, também apoia Medina. Para repetir o garoto de Maresias conseguiu no ano passado, o veterano prefere não criar muitas expectativas:

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– Eu ainda não parei para pensar no título até agora. Claro que é muito importante ficar entre os cinco melhores, mas o que vai valer mesmo é lá na frente, em Pipeline, no Havaí, onde quero chegar com chances de ser campeão mundial.

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