Jornalista uruguaio comenta o legado de Galeano para o futebol

13/10/2015 13:41

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A pedido do LANCE!Net, o jornalista Juan José Díaz, do diário "El Observador", analisou o legado de Eduardo Galeano para o futebol. Escritor, jornalista, ensaísta e ativista político, o uruguaio morreu, nesta segunda-feira, aos 74 anos, em decorrência de um câncer no pulmão.

Galeano é autor de mais 50 livros, entre eles os consagrados "As Veias Abertas da América Latina" e a trilogia "Memória de fogo", Galeano dedicou parte de sua obra ao futebol. Em 1968, o escritor publicou "Su Majestad, El Fútbol" e, em 1995, "O Futebol Ao Sol e À Sombra", que foi editado no Brasil.

Confira abaixo as palavras do jornalista:

Eduardo Galeano foi uma pessoa combativa, um dos últimos ícones de uma geração cultural que deixou a marca no Uruguai. Mas ele também adorava o futebol e sempre poderia ser encontrado aos domingos, no Estádio Centenário.

Como ele diz, "como um fã, senti um embaraço para aplaudir o inimigo". Galeano foi definido como "um bom futebol mendigo".

Galeano escreveu um livro que transcende fronteiras: "Futebol Ao Sol E À Sombra". O gol, o jogador, o arqueiro, o ídolo, o fã, o treinador, o árbitro... Tudo passou por suas páginas. No Brasil, crônicas sobre Fla-Flu, Leônidas, Domingos da Guia, Barbosa, Pelé e Garrincha. Em 1968, selecionou uma antologia chamada "Sua Majestade o Futebol".

O futebol buscava um grande escritor. Mas isso foi antes de Eduardo Galeano. O futebol foi resgatado à Literatura com sua obra.

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