Iniciativa de dupla Fla-Flu é rara pelo mundo

Cruzeiro e Atlético Mineiro no Mineirão, Nacional e Peñarol no Olímpico de Montevidéu (URU), Roma e Lazio no Olímpico da capital italiana, o que não faltam são exemplos de grandes clubes rivais que mandam seus jogos em um mesmo estádio. O que há em comum entre os três exemplos citados é que em nenhum deles os clubes exercem qualquer tipo de gerência na arena onde atuam.

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Flamengo e Fluminense, que conversam sobre a possibilidade de tentarem um projeto de gestão conjunta do Maracanã após a Copa do Mundo de 2014, quando o estádio será privatizado, poderão fazer parte de um grupo muito pequeno de clubes que não apenas dividem o mesmo estádio como campo de jogo, como também compartilham funções na parte administrativa.

Atualmente, entre os grandes do futebol mundial, apenas Milan e Internazionale, da Itália, possuem modelo semelhante. O estádio Giuseppe Meazza passou a ser chamado assim em 1980, quando foi rebatizado assim em homenagem a um jogador que foi ídolo das duas torcidas. A mudança de nome celebrou definitivamente a divisão de um estádio que, entre 1925 e 1947, recebia apenas as partidas do Milan e se chamava San Siro.

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Na Alemanha, uma iniciativa semelhante não foi para frente. Inicialmente, o Allianz Arena, construído para a disputa da Copa do Mundo de 2006, teve suas ações divididas igualmente entre os dois times da cidade de Munique, o Bayern e o Munique 1860. Uma empresa, a Allianz Arena München Stadion GmbH, foi criada pelos dois clubes para administrar o estádio.

Entretanto, por problemas financeiros, o Munique 1860 abriu mão de sua parte pelo valor de 11 milhões de euros (aproximadamente R$ 25 mlhões), em abril de 2006. Na época, ficou acertado de que poderia comprar sua parte de volta até 2010. Em 2007, abriu mão deste direito.

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