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Gigantes em busca de recordes na Eurocopa

Torcedores antes da final da Eurocopa (Foto: Rodrigo Cerqueira)
Torcedores antes da final da Eurocopa (Foto: Rodrigo Cerqueira)

Espanha e Itália disputam neste domingo, a partir das 15h45 (de Brasília), em Kiev (UCR), o título da Eurocopa-2012. Mais do que isso, as seleções buscam a afirmação em quesitos que podem se tornar verdadeiras especialistas. A Fúria, atual campeã europeia e mundial, pode conquistar o inédito "triplete" na Europa - jamais uma seleção do continente conquistou três títulos importantes consecutivos.

Já para a Azzurra seria o terceiro caneco relevante após novo escândalo de manipulação de resultados no país (foi campeã mundial em 1982 e 2006).

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A Fúria chega como favorita. Todos os rivais dizem que a seleção - que venceu a Euro-2008, a Copa-2010 - fez por merecer disputar o título continental. Com um time recheado de craques de Real e Barcelona, os espanhóis estão no gosto da torcida no mundo inteiro.

 - Foram campeões do mundo, campeões da Europa e estão em mais uma final continental. Isso confirma que não são bons só tecnicamente. Eles (Espanha) são uma referência em muitos aspectos, mas crescemos com o passar do tempo  - afirmou o técnico italiano Cesare Prandelli.

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A Espanha foi a segunda que mais fez gols até o momento na Euro (oito), dois a menos do que a eliminada Alemanha. Tem a defesa menos vazada, sofreu apenas um gol. Deu, ao todo, 4220 mil passes (com aproveitamento de 80%). E como já é de sua tradição, a Fúria tem a maior posse de bola da competição: 201 minutos.

Já a Itália esteve sob desconfiança, principalmente após um escândalo de manipulação de resultados no futebol nacional que poderia minar a motivação dos jogadores. A equipe, porém, fez um ótimo jogo em sua estreia contra a Fúria (1 a 1) e eliminou a poderosa Alemanha. E o goleiro Buffon mandou o recado: a Azzurra cresce em situações adversas.

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COM A PALAVRA

Massimo Franchi, repórter Tuttosport (ITA)

É uma enorme coincidência a Itália sempre ganhar títulos quando o futebol do país está envolvido em escândalos de manipulação de resultados.

Muito se fala sobre isso no país. Mas, na verdade, a seleção sabe usar esse tipo de situação para "virar" o jogo. A imagem do Calcio fica arranhada, todos sabem que há problemas, manipulação, roubo...

Bom, mas os jogadores da seleção se fecham e jogam pelo título. Paolo Rossi, em 82, estava afastado. Voltou antes da Copa e foi decisivo. Em 2006 foi uma coisa mais de dirigentes. Mesmo assim, sob desconfiança, os jogadores levaram o título da Copa da Alemanha.

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Joachim Domenech, repórter da Intereconomia TV (ESP)

É algo impressionante este possível triplete. Na Espanha, sabemos que estamos diante de uma geração jamais vista no país. Jogadores de uma qualidade única, que marcam época.

Em caso desse triplete, deixarão de ser história e vão se tornar lendas. Fantásticos jogadores que ganham tudo. E, ainda por cima, eles colocam
em campo um estilo de jogo alegre, de toque de bola e jogadas de efeito. Foi uma revolução para o futebol.

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FICHA TÉCNICA
ESPANHA X ITÁLIA

Local: Estádio Olímpico de Kiev, em Kiev (UCR)
Data-Hora: 1/7/2012 - 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)

ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso e Xavi; Iniesta, David Silva e Fàbregas (Torres) - Técnico: Vicente Del Bosque.

ITÁLIA: Buffon, Balzaretti, Barzagli, Bonucci e Chiellini; Pirlo, Marchisio, De Rossi e Montolivo; Balotelli e Cassano - Técnico: Cesare Prandelli.

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