GDF conclui licitação da cobertura do Estádio Nacional de Brasília

O consórcio formado pelas empresas Entap, Protende e Birdair será o responsável pela cobertura do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O contrato foi fechado pelo valor de R$ 173,9 milhões. O custo da cobertura ainda sofrerá redução, considerando os benefícios do Recopa (Lei nº 12.350/2010), que desonera impostos, tais como: IPI, PIS/Pasep, Imposto de Importação e Cofins.O edital foi amplamente divulgado no Diário Oficial do DF e nos jornais de grande circulação. Ao todo, 39 empresas interessadas retiraram o documento e quatro apresentaram propostas.
O contrato inicia-se imediatamente. A cobertura é composta por estrutura tensionada por cabos com anel de compressão e tração, funcionando como sistema de "roda de bicicleta invertida", e ainda com estrutura metálica e revestimento em membrana que irá cobrir todos os assentos do estádio.
O revestimento será executado com membrana de tecido revestido de PTFE (politetrafluoretileno) com TiO2 (dióxido de titânio), que é uma combinação de fibra de vidro (material base) revestido de PTFE com tratamento fotocatalítico sobre a superfície. Este material vem sendo utilizado nas maiores coberturas de estádios do mundo. É particularmente adequado às coberturas de grandes vãos devido à leveza e à flexibilidade.
Além de liberar a passagem de iluminação natural, o tecido tem maior reflexão dos raios solares, reduzindo o calor interno e, consequentemente, a necessidade do uso de ar condicionado e outro tipo de ventilação artificial.
A composição da cobertura ainda torna o ar significativamente mais puro pela decomposição de óxidos de nitrogênio (NOx) contidos na atmosfera, provenientes de gases emitidos por veículos e outras fontes. Assim, o volume de remoção de NOx pela cobertura do Estádio Nacional será equivalente a retirar 104 automóveis ou 75 caminhões das ruas, a cada hora que o sol estiver refletindo.
Obras adiantadas – A obra da arena é uma das mais adiantadas do Brasil, com 52% de sua execução concluída. A arquibancada inferior está finalizada e a intermediária, em estágio avançado. Atualmente, 3,2 mil operários atuam no canteiro, em três turnos.
A arena será entregue em 31 de dezembro de 2012, a tempo da Copa das Confederações (2013), evento teste para o mundial de futebol, do qual Brasília será um das anfitriãs.
O estádio será uma arena multiuso adequada para receber eventos e shows de grande porte e não apenas partidas de futebol. Antes mesmo da Copa do Mundo de 2014, o estádio passará por uma licitação internacional para que uma empresa especializada em entretenimento o administre e potencialize o desenvolvimento econômico da capital federal, gerando renda e emprego, além de pagar o aluguel da arena. A empresa vencedora ficará responsável por inserir Brasília em um calendário de eventos e shows nacionais e internacionais, mantendo a economia da capital federal aquecida.
Brasília tem uma das maiores rendas per capita do país, é um museu a céu aberto das obras de Oscar Niemeyer e tem vocação para o turismo. A meta do Governo do Distrito Federal, portanto, é aproveitar esta oportunidade única de realizar a abertura da Copa das Confederações (2013) e receber sete jogos da Copa do Mundo (2014) para potencializar investimentos necessários para hoje e para o futuro de Brasília e para fazer com que a capital federal se encontre com sua vocação: o turismo.
Obras de infraestrutura, investimentos na qualificação profissional e no desenvolvimento do turismo, com geração de emprego e renda, serão os principais legados que os grandes eventos esportivos deixarão à capital federal.
Ecoarena – O Estádio Nacional de Brasília também caminha para ser o primeiro na história a receber o certificado máximo de sustentabilidade. O selo Leed Platinum é reconhecido internacionalmente e garante que a construção é altamente sustentável. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo possui esse selo.
O conceito de arena verde começou ainda na criação do projeto do novo estádio. Na construção são usados materiais recicláveis ou reciclados. Tudo o que saiu do antigo estádio foi reaproveitado na própria obra ou em cooperativas de reciclagem do DF. Com a derrubada da última arquibancada, por exemplo, o entulho foi transformado em brita para ser reutilizado na concretagem do piso da arena.
Depois de pronto, o estádio terá captação de energia solar e de água da chuva. A arena será capaz de gerar 2,5 megawatts de energia, o que corresponde ao abastecimento de mil residências por dia.

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