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Fluminense quer ter desfecho do novo caso de penhoras até o fim da semana

Boa ou ruim, a decisão precisa sair ainda nesta semana. É desta forma que o Fluminense encara a nova batalha financeira, referente à penhora dos direitos econômicos do atacante Wellington Nem. O clube precisa ter logo um posicionamento final da Fazenda para saber se contará ou não com os R$ 17,5 milhões a que tem direito pela venda do jogador, a fim de se planejar para o resto do ano.

– Temos muita urgência. Estamos trabalhando para ter uma solução, boa ou ruim, nesta semana. A solução tem de vir muito rapidamente – disse o diretor executivo geral do Flu, Jackson Vasconcellos.

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A ação promovida pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional pode deixar ainda mais complexa a situação financeira do Fluminense. Com despesa mensal na ordem de R$ 4 milhões, o clube já teve penhorada a cota de televisionamento (quase R$ 3 milhões por mês). Sem essa receita, restam apenas os patrocínios e a negociação de atletas para equilibrar as contas.

Com a movimentação da Receita sobre os direitos econômicos de Wellington Nem, o Fluminense corre o risco de não zerar o déficit anual em 2013, depois do esforço e da redução dos R$ 34,135 milhões de 2011 para R$ 3,716 milhões em 2012. As receitas também aumentaram.

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– É como se estivéssemos num navio e tomássemos um tiro no casco. E esse tiro agora foi abaixo da linha da água. Você pode acertar um navio acima da linha que não ia entrar água. Esse tiro foi frontal. Temos que resolver isso e pode dar diferença nas contas no fim do ano – comentou.

O passivo do Fluminense na área trabalhista está hoje na casa dos R$ 120 milhões. Já no campo fiscal é de R$ 13 milhões – isso sem levar em consideração a dívida na Timemania. Peter Siemsen só deixará Brasília (DF), onde se encontrou com representantes do Ministério da Fazenda, com uma solução. O clube confia em um desfecho favorável.

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Penhora atrapalha as dívidas na Timemania

Conforme antecipado pelo L!Net, o Fluminense foi excluído da Timemania. Isso ocorreu por conta de uma dívida de mais de R$ 800 mil, referente às parcelas deixadas em aberto desde dezembro. O clube foi retirado do programa federal após a penhora dos direitos econômicos de Wellington Nem. Segundo o Flu, foi uma estratégia da Receita para criar o argumento da penhora:

– A situação hoje é uma discussão administrativa e judicial. É um absurdo você penhorar um valor que o Fluminense diz que ia usar para pagar as parcelas. Nós estávamos atrasados na Timemania por causa das outras penhoras – disse o diretor executivo geral do Flu.

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Com a exclusão, o Flu fica fora da loteria de esportes criada pelo governo em 2008 para arrecadar fundos e parcelar as dívidas dos clubes. No caso tricolor, são mais de R$ 24 milhões já em execução. Porém, o valor final é muito maior, pois leva em conta 30 anos de impostos não pagos.

Mensagem de apoio de Abelão

A questão do sufoco financeiro tem mobilizado a todos do Fluminense. O técnico Abel Braga enviou uma mensagem de apoio ao presidente do clube, Peter Siemsen, que foi até Brasília (DF) para tentar dialogar com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Advocacia Geral da União (AGU), a fim de apresentar uma solução para o pagamento das dívidas.

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Abel Braga fez questão de ressaltar ao mandatário do Fluminense que estava na torcida por uma resposta positiva e que seguiria ao seu lado. Na missão para tentar solucionar o entrave das penhoras, Peter Siemsen esteve acompanhado do advogado tributarista Leonardo Viveiros.

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