Fielzão: vereador corintiano obtém vistas e atrasa votação de incentivo fiscal

- Matéria
- Mais Notícias
O vereador Adilson Amadeu (PTB) foi atendido no pedido de vistas do projeto de lei que prevê incentivo fiscal à região de Itaquera, para viabilizar a construção do futuro estádio do Corinthians. Agora, Amadeu terá até esta quarta-feira para analisar o projeto, e forçou a realização de uma sessão extraordinária pela manhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O inusitado fica pelo fato de Amadeu fazer parte da Bancada Corintiana na Câmara Municipal. Mesmo torcendo pelo clube, o vereador se opõe ao projeto de lei que viabilizaria, ao Corinthians, atender às exigências da Fifa para construir um estádio para 65 mil pessoas - capacidade mínima para receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.
Se aprovado na CCJ, o projeto de lei segue para a votação em plenário na próxima quinta-feira. Os vereadores que se opõem ao incentivo fiscal - que geraria até R$ 420 milhões, necessários para atender às exigências da Fifa - tentam atrasar a votação em plenário até o recesso da Câmara Municipal de São Paulo, que se iniciaria no dia 1 de julho.
Na manhã desta terça-feira, o projeto de lei começou a ser analisado na CCJ, na Câmara Municipal. Mesmo assim, o processo se prolongará até quarta-feira, quando se encerra o prazo de Adilson Amadeu. Como o projeto está em caráter de urgência, Amadeu terá apenas um dia para analisá-lo.
Além do vereador filiado ao PTB, Aurélio Miguel (PR) foi outro que foi atendido no pedido de vistas. Como foi o primeiro a fazê-lo, teve dois dias para fazer a análise. A oposição ao projeto alega que o incentivo público na obra privada não trará o mesmo benefício à população da Zona Leste que poderia ser feito, caso uma verba equivalente fosse investida diretamente em outros serviços, como saúde, educação e transporte.
Corinthians e Odebrecht - construtora responsável pelas obras em Itaquera - têm até o dia 11 de julho para apresentar à Fifa as garantias financeiras para a construção do estádio, prevista em R$ 700 milhões.
- Matéria
- Mais Notícias















