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Favorito ao topo, Brasil tem de ligar alerta para EUA e Canadá no Paparan

Apesar de o momento ser favorável ao Brasil na tentativa de assegurar a primeira colocação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN), o país precisará ficar atento a alguns dos grandes nomes do esporte na atualidade. Os maiores rivais estão, principalmente, nos Estados Unidos e no Canadá, que tem a vantagem de jogar em casa e contar com bom apoio.

Uma comparação com os americanos mostra bem a evolução do Brasil nas Américas. Em 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres (ING), o país foi sétimo colocado, com 43 medalhas, sendo 21 ouros. Não foi o bastante para superar os rivais, que terminaram em quinto ao faturarem 97 láureas, 31 delas de ouro. Se a diferença era considerável, agora tudo pode ser diferente.

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— No último Mundial de atletismo, ficamos em terceiro, a uma medalha dos Estados Unidos. No de natação, empatamos em medalhas de ouro com os americanos (11) e deixamos de estar em terceiro. São nesses caras que nós estamos 'fungando no cangote' – disse o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Algumas modalidades, como o rúgbi em cadeira de rodas, que no Brasil ainda têm margem grande para desenvolvimento, já apresentam bagagem no histórico dos rivais da América do Norte. O canadense Zak Madell, por exemplo, é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Foi medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, e recentemente ganhou prêmio de melhor jogador do Mundial.

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— Estamos melhorando em todas as modalidades, com destaque para atletismo e natação. Mas tem também golbol, futebo de cinco, futebol de sete, entre outras — disse Parson, confiante em voltar ao Brasil com a liderança no quadro.

O fato de jogar em casa é visto com motivação por quem terá o apoio da família e dos amigos.

— Onde vamos tentamos o nosso máximo, mas acredito que aqui será ainda mais especial. Já vi muitas pessoas comprarem ingresos mesmo para os esportes para pessoas coom deficiência — disse a canadense Cindy Ouellet, campeã mundial no basquete em cadeira de rodas e destaque do Papapan.

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OS GRANDES RIVAIS

Jarryd Wallace
O americano é um dos destaques do Pan de Toronto nos 100m e nos 200m do atletismo. Compete na categoria T44, voltada para amputados, na qual é o atual campeão e também recordista mundial.
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Benoit Huot
O nadador canadense já faturou 19 medalhas em quatro edições de Jogos Parapan-Americanos. Ele compete na classe S10, voltada para atletas com limitações físico-motoras
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Zak Madell
O canadense é considerado um dos maiores jogadores de rúgbi em cadeira de rodas de todos os tempos. Foi medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, e recentemente ganhou um prêmio de melhor jogador do Campeonato Mundial.
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David Eng
Também canadense, foi reconhecido como o atleta do ano em 2008 no basquete em cadeira de rodas. Faturou a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Atenas (2004), prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), prata em Pequim (2008) e bronze no Pan de 2011

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BRASIL NOS ÚLTIMOS JOGOS

Cidade do México (1999)
Em ascensão no cenário entre os esportes paralímpicos, o Brasil terminou a competição no segundo lugar geral, com 91 medalhas de ouro, 54 de prata e 34 de bronze, o que resultou em um total de 179 láureas. Só ficou atrás do México.

Mar del Plata (2003)
O Brasil novamente ficou em segundo lugar, com 81 ouros, 53 pratas e 31 bronzes, num total de 165 medalhas. Perdeu mais uma vez para o México.

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Rio de Janeiro (2007)
Auxiliado pelo fato de competir em casa e com maiores investimentos, o Brasil alcançou o primeiro lugar geral, com 83 medalhas de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. Total de 228.

Guadalajara (2011)
Para mostrar que o bom desempenho não acontece só quando se joga em casa, o Brasil comprovou a evolução no México, repetindo o primeiro lugar, com 81ouros, 61 pratas e 55 de bronzes. Total de 197

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* O reporter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

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