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'Fator' Grafite! Atacante reestreia pelo Santa Cruz ciente da missão que tem

Edinaldo Batista Libânio já viveu de tudo um pouco na vida. O início como profissional aconteceu na Matonense e já com 21 anos após ser vendedor de sacos de lixo. Foi no primeiro clube que ele ganhou, do técnico Estevam Soares, o apelido de Grafite, deixando de lado o "Dina". Grafite que teria duas passagens pelo Santa Cruz, a última em 2002, antes de ser destaque como atleta, ser vítima de racismo, fazer história no futebol alemão e disputar a Copa de 2010 com a Seleção Brasileira.

Aos 36 anos, ele voltou ao futebol brasileiro após ainda ter defendido Al-Ahli, dos Emirados Árabes, e Al-Sadd, do Qatar. Voltou para o Recife. Para casa. Para a cidade em que conheceu a atual esposa, Grace Kelly, justamente em sua primeira experiência no Tricolor. Neste sábado, o camisa 23 fará sua reestreia pelo Santa Cruz em duelo diante do Botafogo, no Arruda, pela 17ª rodada da Série B, ciente da responsabilidade que carrega.

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Antes de Grafite ser apresentado no Santa em 1º de julho, o clube registrava 4.332. A meta era chegar aos 10 mil até hoje. Meta que ainda pode ser alcançada, pois até o fim da noite desta sexta, eram 9.569 associados graças ao "efeito" Grafite e a mudanças no programa de sócios do clube. Clube que deve dois meses de salários ao elenco, com o terceiro, de julho, vencendo no próximo dia 15. Grafite ainda seguirá sendo fundamental fora de campo para garantir maiores rendas dos jogos no Arruda e patrocínios. Neste sábado, por exemplo, são esperados mais de 40 mil torcedores no Arruda.

– Ter uma responsabilidade tão grande como essa não sei se é tão bom assim não (risos). É bom sim. Sentia falta disso lá. Não tinha essa pressão no Oriente Médio. Sei da minha responsabilidade, sei que ela é grande. Estão todos depositando muita confiança em mim, muita fé. Vejo isso. São muitos torcedores nos treinos me apoiando, me cumprimentando. Falando "Estamos contigo", "Muito bom você ter voltado" Só o fato de eu ter voltado foi um alento muito grande para o torcedor – destacou Grafite, em entrevista ao LANCE!.

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Aos 36 anos e já tendo passado pelas mais distintas situações na vida e na carreira, Grafite tem se surpreendido desde a sua chegada ao Santa. A apresentação com direito a sete mil torcedores em uma quarta-feira à tarde já era o prenúncio do que o seu retorno causaria.

– Está sendo uma coisa que vem me surpreendendo. Não tinha noção que seria essa repercussão, que seria esse o movimento que está sendo no Recife para essa minha reestreia. Pessoas vindo de outros estados, do interior para participar desse meu retorno. Estou muito contente, tendo uma semana muito boa treinando com o pessoal do time. Estou me entrosando e a expectativa é a melhor possível. Estou na expectativa de fazer um bom jogo, poder atuar durante 90 minutos ou o máximo que eu puder para poder ajudar a equipe a conseguir os melhores possíveis – comentou o camisa 23 coral.

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A primeira vez de Grafite no Santa Cruz foi em 2001, tendo sido apresentado em 17 de julho. Entre críticas e elogios, não conseguiu evitar o rebaixamento do Tricolor no Brasileirão, mas chamou a atenção do Grêmio ao marcar cinco gols e ser vendido ao Tricolor gaúcho. Retornou, por empréstimo, ao clube para a Série B do ano seguinte e, com 11 gols em 15 jogos, foi o goleador coral no quase retorno à elite. Agora, Grafite é tido como o diferencial para o clube conseguir o sonhado acesso à Série A, se reestruturando dentro e fora de campo.

Grafite tem uma missão. Missão que, dentro de campo, começa neste sábado em seu retorno ao Arruda. Ao Santa Cruz.

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