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'Espero ser o grande nome de Londres-2012', diz Bolt

Faixa da torcida do Corinthians em apoio ao Japão (Foto: Felipe Bolguese)
Faixa da torcida do Corinthians em apoio ao Japão (Foto: Felipe Bolguese)

Veja imagens da carreira vitoriosa de Usain Bolt

Homem mais rápido do planeta e dono de um sorriso contagiante, Usain Bolt quer seguir fazendo história e se perpetuando nos anais do atletismo. E o jamaicano sabe que para se tornar um imortal do esporte é necessário brilhar na Olimpíada.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim (CHN), em 2008, assombrou o mundo ao estabelecer recordes mundiais e olímpicos e faturar a medalha de ouro nos 100m e 200m rasos, suas especialidades.

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Um ano depois, no Mundial Outdoor de Berlim (ALE), ele quebrou as duas duas próprias marcas e levou mais dois ouros.

No ano que vem, nos Jogos de Londres, ele espera reescrever mais uma vez a história olímpica, com novos recordes e vitórias.

A pouco menos de 500 dias para a Olimpíada, o jamaicano de 24 anos já faz planos para as finais, que serão realizadas no Estádio Olímpico de Londres nos dias 5 e 8 de agosto do ano que vem.

Bolt sabe que terá duros concorrentes no caminho, como o compatriota Asafa Powell e o americano Tyson Gay – único homem a derrotá-lo desde 2008.

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Apesar disso ele não se intimida. Dono de uma auto-confiança inabalável, garante que tem totais condições de repetir o que fez no Ninho do Pássaro, em 2008.

– Quero ser uma lenda do esporte – afirmou o campeão.

O jamaicano não é de se apegar a marcas ou números. Vencer é o seu único objetivo. E é esse espírito que ele deixa transparecer nesta entrevista exclusiva concedida ao LANCENET, por e-mail.

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Nesta conversa, Bolt também relembra diversos momentos da sua vida e conta fatos que passam longe do conhecimento do público que vibra a cada vitória sua, como o fato de ser despertado frequentemente por fiscais da Agência Mundial Antidoping (Wada,em inglês) para a coleta de urina.

– Não tenho problema com isso. Faz parte da minha rotina, como um atleta profissional.

LANCENET! - No ano passado, você perdeu uma corrida para Tyson Gay. Foi sua primeira derrota em três anos. Como reagiu ao fato?

USAIN BOLT - Eu não gosto de perder. Mas isso faz parte do atletismo.

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L!NET - Quem serão seus grandes rivais nos Jogos de Londres-2012?

U.B. - Encaro todos os que se alinham para correr contra mim como grandes rivais. Não é possível focar apenas um ou dois, porque nunca se sabe. Alguém pode fazer a "corrida da vida" e me surpreender.

L!NET - Você sofreu com algumas lesões em 2010. Elas ainda são uma preocupação? Você está curado?

U.B. - Estou completamente recuperado das lesões que tive em 2010.

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L!NET - Você acredita que será o grande nome da próxima Olimpíada?

U.B. - Eu espero que sim.

L!NET - Quais são suas expectativas para o Campeonato Mundial de Atletismo de Daegu (CDS), em agosto?

U.B. - Vou até lá tentar defender os três títulos que conquistei no Mundial de Berlim (ALE), em 2009 (ele venceu 100m, 200m e 4x100m).

L!NET - Você estipulou alguma nova marca como meta nos 100m?

U.B. - Minha meta é vencer corridas. Minha marca ideal é a necessária para cruzar a linha de chegada em primeiro. Eu não foco em tempos.

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L!NET - Em 2016, o Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos e você terá quase 30 anos. Você acredita que estará competitivo o bastante para brigar por medalhas?


Veja uma galeria de fotos do jamaicano Usain Bolt


U.B. - Eu quero focar no Campeonato Mundial de 2011 e na Olimpíada de Londres primeiro. Só depois vou começar a pensar em como estarei em 2016. Mas eu terei 29 anos no Rio, então imagino que estarei em forma.

L!NET - Até 2016, você pretende disputar alguma competição no Brasil?

U.B. - Eu não sei. Eu nunca competi no Brasil, mas, se vocês organizarem um grande meeting, aí então eu gostaria de participar.

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L!NET - Se você tivesse de elaborar a lista dos melhores sprinters de todos os tempos, como ela seria?

U.B. - Eu não conheço muito da história do esporte. Mas os atletas que eu admirei quando criança eram (o jamaicano) Donald Quarrie e (o americano) Michael Johnson.

L!NET - Você sonhava em se tornar um ícone na história do esporte?

U.B. - Eu não sabia que eu me tornaria uma das maiores estrelas do atletismo. Mas vou confessar que tem sido uma boa experiência.

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L!NET - Se é que você tem falhas, quais são? O que ainda falta melhorar?

U.B. - Sempre precisarei trabalhar minha largada. Como eu sou alto, preciso me manter trabalhando na largada o tempo todo.

L!NET - Por curiosidade, como é sua vida na Jamaica? Anda com guarda-costas? Como é o assédio?

U.B. - Eu costumo andar com guarda-costas, mas posso dizer que as pessoas me tratam muito bem na Jamaica. Eu geralmente não saio muito à rua. Mas, quando encontro pessoas, elas sempre querem apertar minhas mãos e dizer parabéns.

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L!NET - Que legado você quer deixar para o atletismo?

U.B. - Quero ser uma lenda do esporte.

L!NET - Você é supersticioso? Tem algum ritual que faz antes da prova?

U.B. - Não. Eu apenas tento ficar o mais relaxado possível e me divertir o quanto posso.

L!NET - Em reportagem, Michael Phelps disse que consome 12.000 calorias/dia em sua dieta alimentícia. A sua chega perto de algo assim?

U.B. - Eu não faço a menor ideia de quantas calorias eu como. Mas eu contratei um chef de cozinha que faz comida muito saudável para mim. Isso tem sido muito útil, já que minha alimentação não costumava ser nada boa.

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L!NET - Você pensa em se tornar político no futuro, dado o seu carisma?

U.B. - Eu não quero entrar na política.

L!NET - Já aconteceu de alguma equipe de controle antidoping acordar você no meio da madrugada?

U.B. - Eles sempre vêm pela manhã, logo cedo. Mas eu não tenho problema com isso. É algo que faz parte da vida de um atleta profissional.

L!NET - Você já é um cara rico. Mas o que fez com o primeiro milhão de dólares que ganhou na carreira?

U.B. - Eu tento sempre investir meu dinheiro em coisas que garantam meu futuro quando me aposentar.

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L!NET - Trata-se de seu maior rival. E o último corredor a lhe vencer. Mas você gosta de Tyson Gay?

U.B. - Nós nos damos bem quando nos encontramos, mas isso não é muito frequente. De qualquer forma, existe um grande respeito mútuo.

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