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Eliminado do SuperSurf, presidente-competidor reclama: 'Faltou onda'

Dunga Neto pode controlar a Associação Brasileira de Surf Profissional, mas não pode domar a força do mar. Na manhã deste sábado, o presidente da ABRASP foi eliminado em sua estreia na segunda etapa do Oi SuperSurf 2015, disputado em Ubatuba (SP). Dunga ficou na terceira posição da décima bateria da quarta rodada.

- O lance é que os caras acharam uma onda melhor. Quando você pega onda muito pequena, mesmo que você manobre bem, não vai sair como surfar numa onda boa. Se eu estivesse pego uma onda melhor, teria saído. Peguei onda ruim e ainda assim a nota saiu – chia o presidente, ao LANCE!, momentos depois de ter saído da água.

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Apesar de Dunga Neto só ter caído no mar durante o quarto dia de competições, o cearense foi visto andando pelo palanque do Oi SuperSurf desde a estreia do campeonato. Presidente da ABRASP desde dezembro de 2014, quando o ex-mandatário Pedro Muller afirmou que passaria o bastão somente para Dunga, o cearense diz que é possível conciliar as funções de surfista e presidente no maior torneio de surfe do Brasil.

- Como eu só participo no quarto dia de evento, porque sou pré-classificado pela pontuação que fiz nos anos anteriores, dá para a gente dar uma geral antes. Alinha tudo no primeiro dia e o restante é foco no campeonato. As reuniões de diretoria costumam acontecer a noite, então não atrapalha – conta o presidente.

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Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) quando jovem, Dunga Neto, hoje aos 40 anos, diz que a principal motivação para se tornar presidente da Associação foi conscientizar os atletas das leis, como um bom advogado faz com seus clientes – apesar de Dunga não ter feito o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

- É um cargo não remunerado. Se você realmente for uma pessoa atuante, tem muita coisa para fazer, principalmente porque a grande maioria dos surfistas, infelizmente, não é muita informada com a relação à lei, ao esporte. Uma das funções que tenho mais dificuldade é tentar informar os atletas do que acontece nos bastidores das negociações. Porque a galera chega na praia, vê o campeonato, acha irado, muito legal, mas para aquele campeonato acontecer, tem milhões de coisas rolando – afirma Dunga.

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Participante de todas as edições do SuperSurf até hoje, o cearense saiu reclamando dos juízes após a bateria que o eliminou do campeonato. O presidente jura que sua função não influencia em nada dentro da água, inclusive diz que nunca ouviu comentários de atletas questionando o duplo-cargo.

- Se comentam, é entre eles. Nunca chegou ao meu ouvido. E eles sabem que não existe isso. A gente tem cinco juízes, onde a maior e menor nota são descartadas, tem o recurso das câmeras, o surfe é um esporte que não dá para julgar. O fator subjetividade é muito grande. Não é como o futebol, que entrou na rede é gol – defende-se o presidente.

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O baixinho Dunga Neto participou de todas as edições do SuperSurf – inclusive ganhou etapa em Ubatuba (SP). Apesar de baixinho, o apelido dado a Estevão Moura Neto não tem nada a ver com um personagem dos sete anões, mas outro motivo.

- Minha vó, quando eu era pequeno, de colo, fazia uns pijamas grandões. A mão ficava lá dentro e o pijama lá fora. E o Dunga é o único dos sete anões que tem o detalhe da roupa grande. Minha tia colocou e ficou até hoje – finaliza.

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