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Diretor da Soccerex vê feira como vitrine para as cidades da Copa-2014

Campinho do Palmeiras
Campinho do Palmeiras

À medida em que a edição-2012 da Soccerex se aproxima, aumenta no Brasil a presença de executivos ligados à feira. E com isso mais novidades vão surgindo para o evento, que acontecerá de 24 a 28 de novembro, no Forte de Copacabana, no Rio.

Um dos pontos de destaque da feira este ano – como revelou o diretor de Patrocínios e Parcerias Comerciais, o inglês Paul Brighten em entrevista ao LANCENET! – é a oportunidade dada as 12 sedes e as 45 subsedes da Copa-2014 de se promoverem na tentativa de conquistarem os dirigentes das seleções a se instalarem nelas durante a aclimatação para o Mundial. A Fifa divulgou a lista de subsedes e agora cada cidade terá de caminhar sozinha.

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Diversas reuniões e acordos estão sendo feitos tanto por Brighten, quanto pelo CEO da Soccerex, Duncan Revie. Nesta semana, Revie se reuniu com o governador do Rio, Sérgio Cabral – um dos parceiros da feira – e confirmou a presença do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na abertura da convenção.

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Além disso, o nigeriano Jay-Jay Okocha e o argentino Claudio Caniggia foram confirmados no Festival de Futebol, tradicional pelada entre astros da bola, que acontece na Praia de Copacabana.

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LNET: Qual o foco da Soccerex em mais essa edição?
Paul Brighten: A Soccerex tem um foco simples: unir o mundo do futebol e tentar trazer os negócios da bola para o país que vai realizar a Copa do Mundo e tentar deixar um legado completo de negócios. Neste ano, o mercado realmente entendeu o que é a Soccerex.

LNET: Como a Soccerex vai se relacionar com as cidades-sede e as subsedes da Copa?
Paul Brighten: Pelo relacionamento que temos com a Fifa, somos uma plataforma mundial para o intercâmbio de empresas do mundo inteiro, que querem participar da Copa e de sua estrutura, além do desenvolvimento do mercado em geral. Nos colocamos à disposição. A Soccerex ajuda as cidades com projetos, trazendo empresas de fora e experiência para ajudar o país a se construir para a Copa.

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LNET: Qual a expectativa com relação ao número de participantes?
Paul Brighten: Essa ponte aérea Londres-Rio tenho feito muito (Paul mora na capital inglesa). Vamos conseguir passar da barreira de 5 mil pessoas participando. Será um recorde. Estamos felizes com o trabalho, de ajudar a mostrar o trabalho que está sendo feito e o legado das cidades pós-Copa. É uma coisa que vai ficar para sempre, ninguém vai poder esquecer esse tempo. E o Brasil precisa crescer. Tivemos reuniões ótimas com o COL, Fifa e grandes patrocinadores.

LNET: Qual tem sido o volume de negócios gerados pela Soccerex?
Paul Brighten: É sempre difícil medir os negócios feitos na Soccerex. Porque há o que começou na Soccerex, o que foi assinado e o que continuou. Ficamos sabendo, às vezes, seis meses depois de uma parceria que começou na Soccerex e isso é ótimo. Já ajudamos no fechamento da Bwin com o Real Madrid e vários outros. Ano passado, subiu R$ 100 milhões com relação ao primeiro ano, em termos de negócios iniciados ou continuados na Soccerex.

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LNET: Como você avalia a participação dos clubes brasileiros na feira? Poderia ser melhor?
Paul Brighten: Como todas as empresas, os clubes vão aprendendo como essa empresa – o clube – pode ser mais efetiva usando nossa plataforma. No primeiro momento, havia o Clube dos 13 e os clubes participavam através dele. Agora que ele enfraqueceu, estão montando estratégias individuais. Estou feliz com o trabalho. Ano passado, os grandes clubes participaram. Eles agora estão pensando na internacionalização da marca porque historicamente os clubes têm marca forte. E o Brasil já trouxe craques, como Forlán, Seedorf, Deco. Isso mostra o poder dos clubes como marca.

LNET: Qual o recado que você deixa para os dirigentes brasileiros?
Paul Brighten: Espero que continuem o trabalho que está sendo feito no Brasil. O crescimento nos últimos quatro anos foi enorme e espero que isso continue, com o apoio do mercado internacional – da Soccerex – e da mídia brasileira.

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