Defesa: melhor do Brasileiro e em queda livre no segundo turno

Em meio às crises e turbulências no clube, a torcida do Palmeiras tinha pelo menos um motivo para se orgulhar. Tinha. Porque a defesa, antes ponto forte do time, está bem longe de ser aquela que já foi neste ano e, sobretudo, na primeira parte do Brasileirão.

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Apesar de ainda ser o menos vazado da competição, com 26 gols sofridos em 27 jogos, o setor defensivo da equipe entrou em queda livre com o início do segundo turno.

Nas primeiras 19 partidas do Nacional, a defesa foi batida apenas 14 vezes, chegando a uma média de 0,73 por jogo. Porém, nas últimas oito, quase igualou o número de gols sofridos do turno: já foram 12, o que dá 1,5 por confronto.

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Apesar de se manter como a melhor do Brasileiro, a zaga alviverde é a quinta pior do returno da competição, à frente apenas de Flamengo (14), Ceará a Avaí (17) e Cruzeiro (18). Santos, São Paulo e América-MG também levaram 12 gols.

Felipão não consegue encontrar explicação para o mau momento da defesa. Os problemas em jogadas aéreas têm sido o principal vilão do setor no ano (veja mais abaixo).

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E se a fase é ruim, os zagueiros do Palmeiras terão um adversário indesejado para tentar se recuperar e dar a volta por cima: o Santos, dono de um dos ataques mais eficientes do país. Mesmo sem seu principal astro, Neymar, a preocupação é outra: Borges, artilheiro do Brasileirão, com 19 gols marcados.

Apesar disso, Henrique descarta ter atenção especial com ele.

– Todo o time do Santos tem muita qualidade, tanto a defesa como o ataque. Borges é artilheiro, vem fazendo muitos gols, temos que ter cuidado e atenção, mas não só em cima dele – falou o camisa 3.

Nas últimas 15 partidas no ano, o Palmeiras passou sem ser vazado apenas contra Ceará e Grêmio.

Neste domingo, na Vila, a torcida espera que a defesa consiga ter a mesma segurança de antes e inspire o time para voltar a vencer no Brasileiro.


Problemas da defesa

Troca de jogadores
Um dos principais problemas da defesa do palmeiras é a troca constante de jogadores no setor. Danilo era titular absoluto e foi embora. Thiago Heleno, antes incontestável, hoje é banco. Maurício Ramos, que chegou a ser deixado de lado, é o dono da vaga. Henrique entrou e não saiu mais. Além deles, Leandro Amaro também foi usado.

Bolas altas
O maior drama da defesa alviverde é a bola aérea dos adversários. A equipe já levou vários gols dessa forma no Brasileirão e, por conta disso, desperdiçou pontos importantes. Frequentemente Felipão critica a desatenção nesse tipo de jogada.

Menos proteção
Boa parte da queda de rendimento da zaga coincide com a saída de Cicinho da equipe, por lesão. Sem ele, Felipão tem de improvisar Márcio Araújo, jogador que mais desarma no time, na lateral. Dessa maneira, a zaga fica mais exposta, sobretudo porque Marcos Assunção não tem o mesmo poder de marcação e Chico é mais lento do que Araújo para desarmar.

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