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Cristian pode repetir retorno à la Marcelinho Carioca

Massimiliano Allegri (Foto: Alessandro Garofalo/Reuters)
Massimiliano Allegri (Foto: Alessandro Garofalo/Reuters)

O projeto que pode trazer Cristian de volta ao Corinthians, com modelo crowdfunding (financiamento pela multidão), remete ao que ocorreu em meados da temporada de 1998, quando Marcelinho Carioca retornou ao Parque São Jorge.

Assim como pode vir acontecer com o volante do Fenerbahçe (TUR), que gravou até vídeo para a campanha, a torcida corintiana teve papel fundamental para que o Pé-de-Anjo pudesse continuar sua história pelo clube, aumentando sua galeria de troféus. Na ocasião, o meia-atacante foi comprado pela Federação Paulista de Futebol. O atleta estava no Valencia (ESP), onde atuou por apenas seis meses.

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A FPF, então, criou a promoção "Eu vou jogar o Paulistão 98" onde as torcidas dos quatro grandes de São Paulo ligavam para pedir a contratação do jogador. Durante 11 dias da promoção, as ligações para o "Disk Marcelinho" acabaram com 62,5% para os corintianos, 20,3% para os são-paulinos, 9,5% para santistas e apenas 7,7% de palmeirenses. O custo por ligação era de R$ 3.

O astro, então, retornou ao Parque São Jorge. Desta vez, para ganhar dois Brasileiros (98-99), dois Paulistas (99-01) e o Mundial de Clubes da Fifa, em 2000. Marcelinho deixaria o clube em 2001, após se envolver em confusão com Ricardinho. Em 2006, trazido pelo MSI, teve uma passagem inexpressiva, na qual foi mais figurante do que estrela. Em janeiro de 2010, a despedida oficial ocorreu em um amistoso contra o Huracán (ARG), abrindo o ano do Centenário do clube.

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Em tempo: o departamento de marketing da FPF pretendia arrecadar R$ 15 milhões, valor equivalente ao que foi gasto para tirar o craque do Valência. O faturamento, porém, ficou na casa de R$ 2 milhões, ou seja, pouco mais de 10% do que foi gasto pela entidade. Vale lembrar que a receita foi um pouco menor, já que ainda houve um sorteio de cinco carros Audi, previstos no regulamento.

EM GOIÂNIA, O 'DISK-ASILO'

Em 2007, a Federação Goiana de Futebol resolveu imitar o que a FPF fez com Marcelinho Carioca na década anterior. O "Projeto Craques do Goianão", que ganharia o apelido pejorativo de "Disk-Asilo", foi executado de maneira diferente.

Foram contratados doze jogadores e os torcedores ligavam para escolher o clube onde cada um jogaria o Estadual. O clube mais votado seria o primeiro a escolher entre os doze, o segundo escolheria entre as opções restantes e assim por diante.

Túlio Maravilha, que com seus 37 anos, era a estrela da campanha. Os outros jogadores eram: Sinval (39 anos), Paulinho Kobayashi (36), Aldrovani (34), Gian (32), Alex Oliveira (32), Yan (31), Fábio Luís (30), Tiano (29), Anaílson (28), Bruno Reis (28) e Esley (27).

O time mais com mais ligações, com mais de 38% do total, foi o Canedense, da Segunda Divisão. O time escolheu, sem pestanejar, a estrela Túlio Maravilha para compor seu elenco. O Goiás terminou em sexto lugar na votação, ficando com o meia Gian.

Além de contratar os jogadores, a Federação pagou salários, que variavam entre R$ 15 mil e R$ 30 mil durante o Goianão 2007. A média de público do campeonato daquele ano foi bem acima da média histórica da competição.

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