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Em crise, Federação Universitária espera por eleições

28/10/2015 06:17

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Centro de Memoria Vasco (Foto: Wagner Meier)
Centro de Memoria Vasco (Foto: Wagner Meier)

Com eleições a se realizar no próximo dia 26, assumir a presidência da Federação Universitária Paulista de Esportes (Fupe) terá que lidar com diversos problemas financeiros da entidade.

Apesar das últimas conquistas em nível nacional, a entidade tem problemas. Destaque no Brasil pela força de UNIP e Unisant'anna, que contam com atletas de nível profissional e obtêm resultados, a administração da Fupe tem se marcado pela falta de transparência. Os mesmos estão ligados só para poderem disputar torneios feitos pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU).

Sem prestar contas nos últimos anos, Alexandre Marcelino (conhecido como Azaia) promete que, antes do dia 26, vai divulgar todos gastos e arrecadações da entidade durante sua gestão. Ele assumiu a Fupe no início de 2009, depois que Tarso Olinto, pressionado pelas instituições de ensino, deixou o cargo (leia mais no quadro ao lado).


Outro problema é a falta de prestígio junto às universidades e atléticas. Este ano, por exemplo, não foi realizada nenhuma competição. Um dos motivos é o alto custo para filiação, que de 2010 para 2011 subiu de R$ 200 para R$ 1.200.

Azaia reconhece que a Fupe não realizou os eventos esportivos que deveria. Segundo ele, nos últimos anos, a prioridade foi se organizar administrativamente. Apesar da explicação, o LANCE! apurou que a entidade possui dívidas, muita das quais remanescentes da antiga gestão – em que Tarso presidiu de 2000 até o início de 2009. Devido à falta de verba, a Federação não tem sede para suas competições e nem para reuniões periódicas. Até o fechamento desta edição, Azaia ficou de passar o tamanho da dívida, o que não fez.

Prestes a completar 77 anos de existência, a Fupe, que já contou com cerca de 70 filiados, aguarda pelas eleições para tentar mudar.

Com a palavra: Luciano Cabral (Presidente da CBDU, ao LANCENET!)

"É preciso mudar tudo. Com a Fupe bem, o esporte nacional só tende a crescer. A Fupe, pelo tamanho do estado e da força de algumas instituições de ensino, tem resultados, mas está em uma situação muito complicada.

Só tem três filiados para eleição, o que é inadmissível. Estou numa boa expectativa da eleição, porque o estado mais forte precisa ter a federação mais importante. Mas vem em uma situação difícil, sem falar da gestão de um ou de outro, o que precisa mudar. Está em uma decrescente, vindo na contramão das demais. O esporte universitário tem crescido e São Paulo, caído. Esperamos que retome as vitórias."


Se eleitos, o que prometem os candidatos à Fupe

Aurélio Miguel - candidato à eleição
"Precisamos ter transparência com as contas. Descentralizar o poder e criar ações por toda estado. Ribeirão Preto, Vale do Ribeira, Baixada Santista... No judô, por exemplo, são 15 delegacias. Temos de buscar uma Comunicação e marketing integrados, com parceria mais intensa entre universidades e ONGs. Abrir estágios na entidade e fomentar mais."

José Putarov Júnior - candidato à eleição
"Todos precisam deixar um pouco o orgulho de lado e se unir para fortificar o esporte universitário, sem favorecimentos. Faltou profissionalismo por parte dos gestores e também das filiadas. O modelo exemplo é o da Liga Universitária, da qual sou presidente. O desafio e dar um pouco do trabalho e conhecimento para entidade."

Ricardo Bochicchio - candidato à eleição
"Nosso objetivo é gerir o esporte universitário em São Paulo. Com profissionalismo e união de todas as entidades de prática esportiva, realizando competições de excelência e possibilitando todas de participarem dos eventos nacionais da CBDU. Queremos profissionalizar a entidade e atender todas as atuais carências vividas."


Bate-Bola: Alexandre Marcelino (Azaia) (Presidente da Fupe, ao LANCENET!)

O que o candidato eleito vai ter de fazer para reerguer a Fupe?
Vivemos um momento difícil. Tínhamos uma sede própria, uma condição interessante. Quando assumi, depois de Tarso, encontrei em condição diferente, com as faculdades se afastado. Temos algumas dívidas, que já vinham da outra gestão, mas fizemos acordos. Esportivamente, vai ser um grande desafio. As instituições procuram o que é bom e mais barato. Mas, pela grandeza, é possível melhorar.

Qual sua ligação com o antigo presidente, Tarso Olinto?
Ele é meu amigo pessoal. De trabalho, não mais. É uma pessoa que, para minha surpresa positiva, nunca tentou interferir em nada. Teve uma conduta correta. Quem me conhece como pessoa sabe que sou correto.

Vai apoiar algum candidato?
Vou ficar isento neste processo. Vou cumprir com o estatuto, porque não tenho candidato. Não fiz chapa, então vou buscar o melhor. Queria que fosse apenas uma chapa para todo mundo ficar junto.

Mas seu irmão, Denis Marcelino, é da chapa de Aurélio, certo?
Ele tem atuação no esporte há muito tempo. Hoje, trabalha na Secretaria de Esportes. É uma ação específica, que é legítima.

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