Corintiano brigão é demitido da Guarda Municipal de Campinas
Raimundo César Faustino, um dos torcedores identificados pelo LANCE!Net na briga entre corintianos e vascaínos no Mané Garrincha, em Brasília, foi exonerado na última quarta-feira de suas funções na Guarda Municipal de Campinas. A decisão, publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial do Município, foi assinada pelo prefeito da cidade, Jonas Donizete. Ele fazia parte da corporação desde 1999.
Conselheiro da Gaviões da Fiel, Faustino é também vereador pela cidade de Francisco Morato, na Grande São Paulo. Ele foi flagrado em imagem feita pelo repórter-fotográfico Cleber Mendes, chutando um policial militar do Distrito Federal.
No dia da briga, 25 de agosto, de acordo com a Secretaria de Segurança de Campinas, Faustino estava afastado do trabalho havia dez dias, com licença médica. Nos registros da Guarda Municipal constavam pelo menos 15 processos administrativos contra ele. Neste ano, ele já tomara duas suspensões.
Em nota enviada à imprensa, a prefeitura informou que "a não observância de normas legais e regulamentadoras, o descumprimento de ordem de serviço e a exposição da corporação de forma negativa em rede nacional por suposta agressão a policial militar" foram determinantes para sua a demissão.
– Qualquer pessoa que agride um policial é indigno, ainda mais ele sendo um guarda municipal, agredindo um policial fardado. Não faz o menor sentido – disse na ocasião o secretário de segurança de Campinas, Luiz Augusto Baggio, ao jornal "Correio Popular", de Campinas.
Os processos contra ele foram de insubordinação, indisciplina e descumprimento de ordem eventualmente do comando.
A Câmara Municial de Francisco Morato também apura acusações contra Faustino, mas, procurado pela reportagem do LANCE!Net, o presidente da Câmara, Claudemir Corrêa Leite, o Mimo, afirmou que "qualquer punição depende de uma denúncia feita por qualquer cidadão, qualquer eleitor".
O salário de Faustino como parlamentar é de R$ 6,2 mil e na GM de Campinas, seus vencimentos giravam em torno de R$ 3 mil.
Também foram identificados na briga os corintianos Leandro Silva de Oliveira, o Soldado; Cleuter Barreto Barros, o Manaus; e Fabio Neves Domingos, o Dumemo. Todos eles integrantes de facções da torcida do Corinthians e ex-detentos em Oruro, na Bolívia, acusados de participação ou cumplicidade no caso arquivado da morte do boliviano Kevin Espada, aos 14 anos, atingido por um rojão, durante o jogo San José (BOL) 1 x 1 Corinthians, em fevereiro, pela Libertadores.

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