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Começa a luta em prol da classe Star

Wellington Nem, Thiago Neves e Neymar - Superclássico das Américas (Foto: Mowa Press)
Wellington Nem, Thiago Neves e Neymar - Superclássico das Américas (Foto: Mowa Press)

Começa nesta quinta-feira em Dun Laoghaire, na Irlanda, uma das batalhas políticas mais importantes para o esporte brasileiro no que diz respeito aos Jogos Olímpicos Rio-2016. Será realizada na cidade, até o dia 11, a Conferência Anual da Federação Internacional de Vela (Isaf). Nela, será definido o futuro da classe Star no programa olímpico daqui a quatro anos.

Classe que mais deu medalhas ao Brasil na história da Olimpíada – são 6 em 17 –, a Star deixou o programa em maio do ano passado, quando completou 100 anos. Em maio deste ano, a Isaf manteve a decisão. Segundo diversos atletas, incluindo Robert Scheidt e Torben Grael, a atitude foi motivada por uma rixa entre a Isaf e a entidade que gerencia a classe Star

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Pela programação da federação internacional, os primeiros dias serão dedicados às reuniões das comissões e subcomissões da entidade. Nelas, serão debatidos diversos temas entre os quais a seleção de eventos e equipamentos da modalidade para os Jogos de 2016 e 2020.

Caso seja solicitado pelas comissões, a Isaf colocará o programa olímpico em discussão na reunião do Conselho, no dia 9. Nos últimos meses, a entidade recebeu 23 solicitações para reabertura do caso.

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– Teremos cinco ou seis representantes na reunião da Isaf, mas a mudança não depende só do Brasil. É preciso apoio e uma costura política muito grande. Alguns dirigentes podem ficar com receio em retomar a discussão pois alguma classe que já entrou correria risco de sair. Tem atleta que já está comprando equipamento. Seria um tiro pé da Isaf mudar tudo de novo – afirmou o superintendente da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), Ricardo Baggio.

Mas o lobby já obteve sucesso no passado. Para Sydney-2000, a organização dos Jogos conseguiu incluir no programa olímpico o 49er, barco criado na Austrália.

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CBVM define futuro dia 14

Sob intervenção desde o dia 1º de fevereiro de 2007 por conta de diversas dívidas fiscais, a CBVM passará por mudanças para 2013. No dia 31 de dezembro, o engenheiro Carlos Luiz Martins deixará o cargo de interventor para se dedicar à diretoria geral da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) ao lado do recém-eleito presidente Ary Graça.

No dia 14, haverá uma assembleia na sede da CBVM, no Rio de Janeiro, para definir o futuro da entidade. Ainda será decidido se um novo interventor será nomeado ou se o órgão terá nova eleição.

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Martins havia sido escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a função de interventor. Ex-presidente da Varig, ele assumiu o cargo depois que Lars Grael deixou a presidência dias depois de ter sido eleito. O velejador alegou que não tinha condições para resolver os graves problemas financeiros da entidade.

Eleição da Isaf será no dia 10

No dia 10 de novembro, a Isaf elegerá seu novo presidente para o ciclo olímpico até 2016. Concorrem ao cargo os ex-velejadores Carlo Croce, da Itália, de 67 anos, David Kellett, da Austrália, de 63 anos, e Eric Tulla, de Porto Rico, de 64 anos. O vencedor irá substituir o sueco Göran Petersson, de 70 anos, que preside a entidade desde 2004 e decidiu se aposentar. A votação será feita pelos membros das entidades nacionais e o novo presidente assume no dia seguinte.

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Regras:

As classes em 2016
kitesurfe (feminino e masculino), Laser, Laser Radial, Finn, 49er (masculino) e 49erFX (feminino), 470 (masculino e feminino) e Nacra 17.

Reunião do Conselho
Para uma mudança ser efetuada, é preciso pelo menos 75% dos votos dos membros presentes. Caso contrário, permanece o que foi definido em maio de 2012. A decisão do Conselho poderá ser revista no dia seguinte (10), data da eleição da entidade.

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