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Em cem anos, Santos acostumou-se a 'abastecer' a Seleção Brasileira de craques

Botafogo x Friburguense - Loco Abreu (Foto: Alexandre Loureiro)
Botafogo x Friburguense - Loco Abreu (Foto: Alexandre Loureiro)

A principal esperança da Seleção Brasileira para a Copa de 2014 tem nome e sobrenome: Neymar da Silva Santos Júnior, talentoso craque da Vila Belmiro.

Provavelmente com Paulo Henrique Ganso ao seu lado, o menino prodígio se juntará ao grande número de santistas que participaram de grandes conquistas do Brasil pelo planeta, sobretudo em Mundiais.

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Pelé, Zito e Pepe escreveram as primeiras linhas alvinegras em Copas em 1958, na Suécia. Mesmo aos 17 anos, o garoto Edson Arantes do Nascimento chamou a atenção com o número 10 às costas. Franzino, ele desconcertou adversário com dribles, chapéus e terminou o torneio como artilheiro – marcou seis gols, sendo dois deles no jogo do título diante da Suécia, vitória por 5 a 2.

Na edição seguinte, na Suécia, Gilmar, Mauro, Mengálvio e Coutinho reforçaram o trio no Chile. Pelé não conseguiu terminar atuando por causa de lesão, e Zito manteve o talento santista aceso ao anotar o tento da virada na final sobre a Tchecoslováquia, que terminou 3 a 1.

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Depois de um 1966 apagado, a redenção veio no Tri, no México. Com o Capita Carlos Alberto Torres, além de Clodoaldo e Pelé entre os titulares, o Brasil foi campeão com um futebol vistoso de uma das melhores seleções de todos os tempos.

Na Alemanha, Edu e Marinho Peres foram o representantes. Em 2010, na África do Sul, Robinho quebrou um hiato de 36 anos sem santista nos mundiais e marcou dois gols.

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Porém, é Pelé o maior artilheiro da Amarelinha, com 95 bolas na rede. Mas Neymar tem só 20 anos e adora quebrar recordes...

Entrevista com Carlos Alberto Torres - Capitão do Tri na Copa de 1970

Como vê a sintonia histórica entre Santos e Seleção Brasileira?
É meio mágico. Assim como o Botafogo e outros grandes clubes daquela época, o Santos sempre serviu grandes jogadores. A gente se sentia à vontade ao atuar com aquela camisa. É como se fosse o nosso segundo uniforme.

Quando levantou taça, como se sentiu ao representar o Santos naquele momento importante?
Sensação indescritível. A minha liderança no Santos e a tarja de capitão foram determinantes para que eu fosse um dos líderes naquela conquista de 1970.

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O Santos seguirá servindo a Seleção no futuro?
Neymar é craque da bola e fará história na Seleção, apesar de o Santos não estar cedendo muitos jogadores nos últimos anos


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