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CBDA se mexe para aprimorar natação feminina

mosaico Flu - (Foto: Bruno de Lima)
mosaico Flu - (Foto: Bruno de Lima)

Sem nunca ter conquistado uma medalha de ouro na história dos Jogos Pan-Americanos ou subido ao pódio nas Olimpíadas, a natação feminina brasileira terá a partir de agora uma atenção especial. Para liderar um novo projeto, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) elegeu o técnico Fernando Vanzella, que terá a missão de fazer as nadadoras mulheres evoluírem.

De acordo com o treinador, que trabalha atualmente com o nadador Henrique Rodrigues, a meta é diminuir a distância que existe nesta modalidade no Brasil entre homens e mulheres. Enquanto o time feminino tem um jejum olímpico, a equipe masculina já obteve 13 pódios na história dos Jogos.

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Na terça-feira, a confederação anunciou uma mudança em seu organograma da modalidade. A partir de agora, haverá uma divisão por sexo no comando técnico. Vanzella será o responsável pelas mulheres, enquanto o time masculino será liderado por Alberto Silva, treinador de Cesar Cielo.

– A natação feminina, infelizmente, está em um patamar diferente da masculina. A ideia é tentar diminuir a diferença, mas o período para a próxima Olimpíada é curto – falou Vanzella, que já foi o mentor de Thiago Pereira e Joanna Maranhão no passado.

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Por causa deste novo cargo, Vanzella está atualmente no Rio de Janeiro realizando um curso para treinadores promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Segundo o técnico, seu trabalho com Henrique Rodrigues não será afetado com o novo projeto. O nadador treina em Curitiba (PR).

– Não precisarei ficar vinculado ao Rio de Janeiro com essa nova função. Poderei atuar a distância. Terei de aumentar meu número de viagens para visitar nadadoras e centros de treinamentos. A intenção é a de conversar com as atletas e saber das suas necessidades. O Henrique tem uma equipe com ele, e eu faço mais a parte de supervisão – contou Vanzella.

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A divisão por sexos no comando técnico da CBDA foi uma das alterações que a entidade promoveu na natação. A outra foi a chegada do ex-nadador Djan Madruga, que será o diretor executivo da confederação e responderá diretamente ao presidente Coaracy Nunes.

Bate-Bola

Fernando Vanzella
novo comandante da seleção feminina de natação, ao LANCENET!

Como surgiu a ideia de você se tornar o novo comandante da Seleção Brasileira feminina?
Na época do Troféu José Finkel (em agosto deste ano), o Coaracy me procurou para falar da ideia de um projeto da natação feminina, pensando no meu nome. Começamos a conversar, e na semana passada houve a oficialização dessa nova fase que a natação terá. É um crescimento que precisamos para os próximos anos.

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Na natação, geralmente cada atleta treina com seu próprio técnico. Sendo assim, como será comandar o time feminino?
Isso será difícil mudar. Montar uma seleção permanente não daria certo. No momento estamos em uma fase de discussões com o Ricardo de Moura. Temos trabalhado com várias ideias. Depois, juntamente com a possibilidade orçamentária, vamos ver o que será desenvolvido. Acho que teremos algo mais concreto no fim deste ano ou no começo do próximo.

A hipótese de o Brasil ter de trabalhar a natação feminina com exclusividade é sugerida há alguns anos. Isso demorou a acontecer?
É difícil dizer. Cada momento tem sua situação. A natação feminina vinha em um crescimento, mas neste último ciclo olímpico não conseguimos dar sequência ao trabalho que vinha sendo feito. Agora é rever as coisas e partir para uma nova fase.

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