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Blatter se diz chateado com ausência de Dilma na final da Copa das Confederações

Joseph Blatter, presidente da Fifa, ficou chateado com a ausência da presidente Dilma Rousseff da final da Copa das Confederações, no último dia 30 de junho. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, neste domingo, Blatter afirmou que, inclusive, enviou uma carta à presidente.

- Eu escrevi a ela depois da Copa das Confederações. Na carta, expressei que estávamos insatisfeitos com o fato de que ela não esteve na final. Eu tinha que dizer isso a ela. Mas não recebi nenhuma resposta - disse o presidente da Fifa.

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Na abertura da competição, Dilma foi vaiada pelos torcedores no Estádio Nacional de Brasília - Mané Garrincha. Na ocasião, Blatter tentou intervir a favor de Dilma e também foi vaiado pelo público.

Na entrevista, Blatter reforçou o que foi dito pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, durante sua passagem pelo país esta semana e relembrou a aprovação da Lei Geral da Copa como um momento crítico na preparação da Copa do Mundo de 2014.

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- Os 12 estádios estarão prontos no final do ano. Não há dúvidas. Mas o problema é ainda as redondezas do estádio, os estacionamentos, o acesso ao estádio para a população, as ruas, hotéis e esses são os problemas que terão de enfrentar. Mas o País tem tempo para fazer isso. E os aeroportos. Eles precisam de aeroportos porque não há tantos hotéis e terá de haver muito transporte aéreo. A única coisa não positiva que eu disse sobre o Brasil foi o fato de que foram vocês que pediram para organizar a Copa do Mundo. Se é que isso é negativo. O problema que tivemos na organização foi a Lei Geral da Copa, que levou tanto tempo para ser aceita e ir a cada etapa no Congresso. Isso foi uma preocupação. A aprovação da lei foi sendo adiada e criou preocupações dentro da Fifa, entre os patrocinadores e televisões - disse.

Blatter falou ainda sobre Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, sobre quem pesam sérias acusações de corrupção, além do caso comprovado pela justiça suíça do pagamento de proprina pela ISL.

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- As pessoas mudaram. Isso não tem qualquer relação conosco. O importante para nós é que haja continuidade na operação da federação que organiza o evento. Isso não foi o caso no Brasil, que sofreu alguns problemas -  finalizou Blatter.


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