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Bater e pagar! Novo regulamento do Carioca dá brecha para violência

Infográfico Palmeiras - O fracasso no Brasileiro de 2009
Infográfico Palmeiras - O fracasso no Brasileiro de 2009

Com a implantação de um turno extra no Carioca jogada para escanteio, a medida que causou mais repercussão no Arbitral da Federação de Futebol do Rio foi a opção de os clubes anularem a suspensão de algum jogador pelo terceiro cartão amarelo mediante o pagamento de uma multa estipulada em R$ 500.

A novidade, como ressaltou o presidente do Botafogo – que votou contra – cria a possibilidade do aumento da violência, especialmente por parte dos jogadores de times com melhor condição financeira.

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– Essa medida premia a indisciplina – afirmou.

Mas os defensores – entre eles o presidente da Ferj, Rubens Lopes, e o presidente da Comissão de Arbitragem do Rio, Jorge Rabello – dizem que vai ser bom para garantir a presença dos melhores jogadores de cada time.

– Não vejo relação com violência, até porque, uma vez que a multa é paga, os jogadores não terão mais os cartões zerados e ficarão pendurados até o fim do Carioca. Se o clube pagar R$ 500 e o jogador leva outro cartão, a dívida dobra – disse Rabello, ressaltando que o dinheiro arrecadado será destinado ao clube que for mais disciplinado do Carioca.

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Discussões à parte, fato é que o Carioca-2013 será o primeiro campeonato do Brasil que terá a regra dos cartões mais próxima da já usada na Libertadores (veja abaixo).

O curioso é que, além do Botafogo, os quatro grandes, aparentes beneficitários principais, votaram contra. Mas a maioria dos pequenos garantiu a aprovação da questão.

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O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Aristeu Tavares, preferiu não comentar a questão. Presidente do STJD, Flávio Zveiter também não se pronunciou, por considerar que pode vir a julgar uma contestação futura à nova regra.

R$ 34,5 Mil em multas
Seria o dinheiro arrecadado se a nova regra tivesse disponível no Carioca-2012 e todos os clubes optassem por pagar em troca das suspensões por terceiro amarelo e por cada cartão recebido em seguida.

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Conmebol: lucro com os amarelos

A Conmebol criou uma medida caça-níquel ao acabar com as suspensões por cartões amarelos na Copa Libertadores. A cada vez que algum jogador é punido, obrigatoriamente o clube tem que pagar US$ 100 (cerca de R$ 200). Só na edição deste ano da competição, 636 cartões amarelos foram aplicados pelos árbitros. Ou seja, a Conmebol faturou US$ 63,6 mil (R$ 127,2 mil).

FRASES:

"É claro que tem essa questão de o jogador não se preocupar em levar cartões, de ser indisciplinado, mas por outro lado isso impede que uma final não tenha as principais estrelas das equipes, o que é muito ruim para o espetáculo. Impede também que um jogador fique fora de uma decisão por um erro de arbitragem", Rubens Lopes, presidente da Ferj.

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"Além de essa medida premiar a indisciplina, ela só beneficia os clubes grandes. Não sei se os clubes médios não entenderam o regulamento, mas foi um tiro no pé deles. E teve clube que votou contra e depois mudou para a favor. Imagina se antes da semifinal o Seedorf leva o terceiro cartão amarelo. Agora eu pago uma multa, e ele joga. E é isso o que vamos fazer, já que está no regulamento". Mauricio Assumpção, presidente do Botafogo.

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