Assistidos por Felipe, Eder Luis e Zé Roberto despontam

O sonho vascaíno de chegar à Libertadores depende de Zé Roberto e Eder Luis. Se, na defesa, o comportamento do time sob o comando de Paulo César Gusmão sempre se manteve estável, no ataque o Gigante da Colina oscilou no embalo das tentativas feitas pelo treinador.
Carlos Alberto, Nunes e Rafael Coelho receberam oportunidades mas, por diferentes motivos, não vingaram. Com Felipe na criação, Zé e Eder mostraram faceta até então pouco, quase nunca percebida.
Felipe comenta melhora de seu rendimento
Mais do que velozes, eles sabem fazer gols. O Corinthians que o diga.
Nos últimos quatro jogos em São Januário, o time marcou 11 gols – Eder Luis, quatro, e Zé Roberto, dois. O entrosamento contraria a ideia de que os estilos semelhantes poderiam ser uma fraqueza da dupla. Para o camisa 7, atuar ao lado do Zé da Colina tem sido tarefa das mais fáceis neste Brasileiro.
– Ele é um jogador que não se esconde, sempre dá opções e já me deu uns três gols. Tem facilidade para isso. Não é à toa que foi campeão brasileiro e está dando resultados para o Vasco – afirmou.
Não é apenas Zé Roberto que tem, como se diz na gíria dos boleiros, consagrado Eder Luis. Felipe tem sido fundamental para o crescimento da dupla de ataque. Eder, mesmo com passagens por Atlético Mineiro, São Paulo e Benfica, de Portugal, se rende ao talento do maestro:
– Que eu me lembre, nunca joguei com um jogador que cria as jogadas como o Felipe. Ele tem esse potencial de ter o drible curto, e também dá os passes em velocidade. Sabíamos que quando entrasse na forma física, ia nos ajudar muito em campo. Estamos muito felizes.
Pesa também a favor da dupla o fato de terem tido sequência rara neste Brasileiro. Nenhum dos dois sofreu lesão e, assim, puderam aprimorar o entrosamento. Contra o Atlético Goianiense, será a chance de brilharem também fora de casa.
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