Árbitro denuncia ameaça de torcedores do River

Van da Seleção (Foto: Bruno Braz)
Van da Seleção (Foto: Bruno Braz)

A três dias do início da Copa América, em La Plata (a 60km de Buenos Aires), a Argentina ainda sofre com as consequências do rebaixamento do River Plate para a Segunda Divisão do Campeonato Nacional.

Na última segunda-feira, o árbitro Sergio Pezzotta informou à Associação de Futebol Argentino (AFA) que sofreu ameaças no intervalo do jogo entre River e Belgrano, que confirmou a queda.

De acordo com o seu relato, oito barrabravas (torcida mais violenta do River), a mando do chefe Martín Araujo, desceram da tribuna Sívori, entraram no campo pelo portão Maratón sem ser incomodados pela segurança interna do clube, e chegaram à antesala do vestiário da arbitragem, informa o Diário Olé, da Argentina.

Pezzota diz que estava indo ao banheiro quando cruzou com os torcedores, que gritaram contra a não marcação de um pênalti no primeiro tempo.

– Se não nos der um pênalti agora, vai passar mal – avisaram.

No relato, Pezzotta afirma que respondeu que iria fazer seu trabalho. Um dos assistentes, Javier Uziga, indignado, discordou.

– Temos de denunciá-los, esta vergonha nunca havia acontecido na minha carreira – disse.

No segundo tempo, Pezzotta marcou um pênalti de Tavio, do Belgrano, em Caruso, a favor do River. O atacante Pavone perdeu.

O mais recente antecedente de violência desse tipo aconteceu no Torneio Apertura de 2006, quando o presidente do Gimnasia, Juan José Muñoz, ameaçou matar o árbitro Daniel Giménez. A partida, na ocasião, foi suspensa. O Gimnasia sofreu punição leve, sem perda de pontos.

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