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Após ver queda de perto em 2002, torcedor deixa emprego pelo Palmeiras

Daniel de Freitas - Vasco (Foto: Marcos PIzzolatti/Supervasco.com)
Daniel de Freitas - Vasco (Foto: Marcos PIzzolatti/Supervasco.com)

Se os torcedores costumam dizer que fazem qualquer loucura pelos seus times, o palmeirense Adaílton Alves, de 28 anos, que mora em Salvador, pode se honrar de cumprir essa promessa. Isso porque ele pediu demissão do emprego para poder acompanhar o Verdão em todos os jogos na reta final do Campeonato Brasileiro, na luta contra o rebaixamento.

Trabalhando como supervisor de condomínio, Adaílton tomou a decisão: após dois anos sem férias, deixaria o trabalho para poder apoiar o Palmeiras, sua maior paixão, em todos os jogos até o fim do Brasileiro. Desde o 19 dia de setembro não trabalha mais. Já foi para Recife, no último domingo, voltou para Salvador e pretender ir até Araraquara no sábado.

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Agora desempregado, ele não se preocupa com os gastos. Usará o dinheiro do acerto na saída do emprego para custear as viagens. Também não se importa com as reclamações da esposa. E garante que tudo vale a pena.

- Minha mulher está desconfiada, mas eu digo a ela que é melhor eu ser viciado no Palmeiras do que em drogas, bebida. Não dou trabalho para ela. Pedi demissão para poder acompanhar o time, agora vou em todos os jogos. Vou apoiar o time até o final - disse ele.

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Adaílton tem o mesmo ritual em todas as partidas: coloca cinco camisetas do Palmeiras das inúmeras que tem em sua coleção, leva seu pandeiro e se veste todo de alviverde. Foi em um desses jogos, inclusive, que ele teve uma de suas maiores tristezas. O fanático torcedor estava no Barradão no dia em que o Verdão perdeu para o Vitória e caiu para a Série B, em 2002.

Aquela data é inesquecível para ele. Principalmente por conta do choro pela queda, que virou motivo de chacota entre os amigos. Hoje, se vê em situação ainda pior.

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- Eu estava no jogo da queda, foi uma tristeza enorme. Depois que caiu eu voltei para o interior, todo mundo falando que eu apareci chorando. Estava com 18 anos. Hoje, é pior, porque tenho 28, não posso chorar por isso - lembra ele.

O apaixonado palmeirense estava no aeroporto nesta terça, esperando pela delegação. Nesta quarta, estará no Pituaçu para apoiar o time. Ele é consciente com relação às chances do time se livrar da queda.

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- Desde que passou o título da Copa do Brasil eu estava preocupado. O Palmeiras está como um cardíaco em estado de coma. Mas, enquanto tiver esperanças, vou apoiar - falou.

Resta saber se todo o esforço de Adaílton será recompensado. Pelo menos a parte dele ele fez.

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