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Antes do Santos, Dorival não tirou do lugar times ameaçados pela degola

Dorival Júnior voltou ao CT Rei Pelé disposto a fazer história. Em um projeto de dois anos e meio, o sonho é livrar o Santos do rebaixamento no Brasileirão de 2015 e dar sequência ao trabalho com tranquilidade e brigando por títulos nas próximas temporadas. Para isso, ele afirma que precisará de tempo... tudo o que não houve nos últimos clubes em que esteve.

Em seus últimos três trabalhos, Dorival assumiu equipes ameaçadas pela degola – exatamente como dessa vez. Porém, nas três ocasições, o treinador deixou o projeto com a equipe no mesmo lugar da tabela em que assumiu. No Brasileirão de 2013 foi com o Vasco (assumiu na oitava rodada, em 17° lugar e saiu na 31ª rodada, na mesma posição) e o Fluminense (foi contratado com o time em 17°, na 34ª rodada, permaneceu até o fim, sem sair do lugar). Já em 2014 o trabalho foi no Palmeiras, clube em que iniciou o trabalho na 10ª rodada, com o time em 16°, e finalizou o Brasileirão sem dar um único passo à frente.

Se o retrospecto negativo falar mais alto no Santos, não haverá saída, porque o time hoje é o primeiro integrante da zona de rebaixamento e já está três pontos atrás do Internacional. Para evitar que a história se repita, uma nova era precisa começar neste sábado, às 18h30, contra o Figueirense, na Vila Belmiro. O Santos vem de quatro derrotas seguidas e irá encarar um potencial competidor direto contra as últimas posições, já que os catarinenses têm só cinco pontos a mais.

– Meus últimos trabalhos foram de salvação em um primeiro momento. Nunca pude remontar e aqui confiei na promessa do presidente – diz o técnico, otimista para tranquilizar 2015 e planejar a sequência de seu longo contrato, consciente dos enormes desafios que irá encarar nesta segunda passagem pelo Santos.

O Santos confiou em um velho conhecido para ter um fim de ano sem riscos. Agora, de volta à casa, Dorival tem a missão de retribuir.

OS OUTROS DESAFIOS DE DORIVAL:

Arrumar a defesa
O Santos é dono da pior defesa do Brasileirão na atualidade, com 21 gols sofridos em apenas 12 partidas. A bola aérea é a causa da maioria desses gols.

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Vencer em casa
O Santos perdeu pontos bobos dentro da Vila Belmiro, como nos empates contra Ponte Preta e Sport, além da derrota para o Grêmio. Meta é tornar a Vila, novamente, um caldeirão.



Ganhar o grupo
Especialidade do auxiliar Marcelo Fernandes será uma das missões de Dorival no Santos. Em 2010, ele teve desentendimentos com Neymar, Ganso e Giovanni e no Palmeiras, em 2014, também saiu criticado por jogadores.

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Passar experiência
Dorival terá na mão um grupo muito jovem que vem de uma goleada em que sofreu pane e tomou quatro gols em 16 minutos. Alguns garotos que vinham bem se perderam e precisam ser recuperados.



Vencer fora de casa
É o grande pesadelo do Santos neste Brasileirão. Até agora foram sete jogos, dois empates e cinco derrotas como visitante.

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Dar opção tática
O time com Marcelo não tinha variação para o 4-3-3, e agora Dorival tem a necessidade de alterar peças para o time voltar a jogar bem e ganhar pontos.



Trazer a torcida
Média de público baixa no Brasileirão tem a ver com o rendimento do time, e um dos desafios de Dorival é reconquistar essa confiança.

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