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Antes raridade, gols no fim viram triste rotina para o Corinthians

Aquela equipe fria, calculista, que fazia os gols e não dava brechas aos rivais para chegar ao seu gol, não existe mais. O Corinthians dos últimos jogos é uma equipe que não consegue segurar resultados e que leva gols no fim dos jogos, como se a defesa fosse composta por jogadores inexperientes, sem lastro de títulos.

Para se ter uma ideia da mudança de postura em campo, de janeiro até meados de agosto, o Timão levou apenas dois gols após os 40 minutos do segundo tempo: William, da Ponte Preta, e Diguinho, do XV de Piracicaba. Apenas no último mês, a equipe de Tite foi vazada nessas circustâncias em cinco dos oito gols tomados - em disputa da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

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O primeiro foi contra o Luverdense (MT), que ganhou o jogo em Lucas do Rio Verde aos 44 minutos da etapa final. Depois, vieram Hyuri (Botafogo, aos 44), Amaral (Goiás, aos 39) e, por fim, os dois da Ponte Preta na noite da última quarta-feira, marcados por Fellipe Bastos (44 min) e Adailton (48 min).

Desses últimos gols tomados, apenas André (Vasco, aos 9 min), D´Alessandro (Inter, aos 8 min) e Hugo (Goiás, aos 11 min) não fizeram nos minutos finais. Vale a ressalva, porém, que todos (!) os gols - últimos nove, mais precisamente -, foram no segundo tempo das partidas.

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- Não podemos dar essas bobeiras, como tomar gol no fim - lamentou Gil após a derrota para o Goiás, em pleno Pacaembu.

Falta de atenção? Cansaço? Desespero em busca do gol? Pressão? A resposta é difícil de ser cravada, mas o certo é que os gols nos minutos decisivos estão saindo e, para se recuperar no campeonato, será preciso corrigir esse problema.

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