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Ameaça de greve no Campeonato Italiano persiste

Ronaldinho comemora gol - Atlético-PR x Flamengo
Ronaldinho comemora gol - Atlético-PR x Flamengo

Os clubes da Primeira Divisão italiana se recusaram a assinar, nesta quarta-feira, a renovação do convênio coletivo dos jogadores, tornando mais concreta a possibilidade de uma greve que adiaria o início do Campeonato, previsto para o dia 27 de agosto.

Os jogadores ameaçam entrar em greve se os clubes não ratificassem o acordo para renovar seu regime contratual.

Os representantes dos clubes se reuniram, nesta quarta-feira, em Roma, e rejeitaram por 18 votos a dois o acordo sobre o convênio, explicou o presidente da Liga italiana, Maurizio Beretta, em declarações divulgadas pela imprensa local.

Beretta informou que o texto assinado pela Associação de Jogadores Italianos (AIC) não pode ser ratificado pelos clubes se não forem contempladas as exigências com respeito ao pagamento do chamado "imposto de solidariedade".

A princípio, o principal ponto de desencontro entre jogadores e entidades foi precisamente o artigo 7 do convênio, em que a Liga Série A estabelecia a possibilidade de as direções dos clubes decidirem unilateralmente se um jogador poderia treinar separadamente do restante do elenco.

Nos últimos dias, a esse ponto de confronto uniu-se a introdução do "imposto de solidariedade", incluído no último plano de ajuste orçamentário aprovado pelo Governo de Silvio Berlusconi, que prevê taxar com 5 % adicional as rendas anuais que superarem 90 mil euros (R$ 208 mil) e com 10% as que excederem os 150 mil euros (R$ 347 mil).

Os representantes dos clubes tinham pedido que a AIC assinasse um acordo que estabelecia que qualquer tipo de encargo extraordinário fosse assumido pelos jogadores e não pelos clubes, explicou o jornal "La Gazzetta dello Sport".

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