Brasil explica escolha do piso para confronto da Copa Davis contra a Suíça
Equipe brasileira deixa tradição do saibro de lado e aposta em quadra dura e indoor

O Brasil optou por uma quadra dura e indoor para receber a Suíça pela Copa Davis. A escolha levou em consideração diferentes fatores, entre eles o calendário recente dos jogadores e a adaptação do elenco a esse tipo de superfície. Segundo o capitão da comissão brasileira, Jaime Oncins, o objetivo foi oferecer condições que favoreçam as características da equipe no confronto.
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A decisão representa uma mudança em relação ao que era comum no passado. Antigamente, quando o Brasil recebia a Copa Davis, a escolha do piso costumava ser o saibro, principalmente pelas condições do país e pela adaptação dos jogadores brasileiros à superfície. Hoje, porém, a equipe entende que tem um elenco capaz de competir em diferentes tipos de quadra.
— Antigamente, quando a gente jogava no Brasil, a primeira coisa era o saibro. Não tinha nem muita conversa sobre isso. Hoje em dia, acho que os nossos jogadores se adaptam bem a todos os tipos de piso — explicou Oncins.
Outro fator levado em conta foi o calendário dos atletas. Os brasileiros vinham de competições em quadra dura e seguirão nesse tipo de piso após a Davis, o que ajudou na decisão. Além disso, as últimas vitórias do país fora de casa também aconteceram em superfícies duras, aumentando a confiança na escolha.
— Se for ver as nossas últimas vitórias fora de casa, todas foram nesse piso. Contra a Suécia, contra a Dinamarca. A própria contra a Grécia foi um piso duro. Isso também leva a ter mais confiança — afirmou.
A comissão brasileira destacou ainda que a possibilidade de escolher diferentes superfícies amplia as opções do capitão nos confrontos da competição. A ideia é não depender exclusivamente do saibro quando o Brasil atua como mandante, como acontecia com mais frequência em outras épocas.
— Não necessariamente, quando eu jogo em casa, tenho que ser a nível do mar. Isso traz um leque de opções, que é o que todo mundo quer. Acho que todo capitão quer isso: ter um leque de opções e saber que o seu time pode ir bem em diferentes tipos de piso — completou o capitão brasileiro.
Além da superfície, a estrutura da arena também foi elogiada pela equipe brasileira. A expectativa é de casa cheia e de uma torcida participativa durante os jogos contra a Suíça. Para os brasileiros, o apoio das arquibancadas pode ser um fator importante em um confronto que marca o retorno da Copa Davis ao país.
João Fonseca estreia contra Stricker
O brasileiro será o responsável por abrir o confronto entre Brasil e Suíça nesta sexta-feira (18). Ele enfrentará Dominic Stricker, número 262 do mundo, no primeiro duelo de simples da série. Na sequência, Gustavo Heide encara Stan Wawrinka, principal nome da equipe suíça.
A programação foi definida nesta quinta-feira (17), após o sorteio dos confrontos. No sábado (19), João Fonseca volta à quadra para enfrentar justamente Wawrinka, em um dos duelos mais aguardados da série. O suíço, de 41 anos, está em sua última temporada como profissional e já conquistou três títulos de Grand Slam.
Será também a primeira vez que Brasil e Suíça se enfrentam em território brasileiro pela Copa Davis. As equipes já se encontraram duas vezes na história da competição, com uma vitória para cada lado.

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