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Brasil explica escolha do piso para confronto da Copa Davis contra a Suíça

Equipe brasileira deixa tradição do saibro de lado e aposta em quadra dura e indoor

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
17/09/2026 18:31
João Fonseca em treino do Brasil na Copa Davis
João Fonseca em treino do Brasil na Copa Davis (Foto: Divulgação/CBT)

O Brasil optou por uma quadra dura e indoor para receber a Suíça pela Copa Davis. A escolha levou em consideração diferentes fatores, entre eles o calendário recente dos jogadores e a adaptação do elenco a esse tipo de superfície. Segundo o capitão da comissão brasileira, Jaime Oncins, o objetivo foi oferecer condições que favoreçam as características da equipe no confronto.

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A decisão representa uma mudança em relação ao que era comum no passado. Antigamente, quando o Brasil recebia a Copa Davis, a escolha do piso costumava ser o saibro, principalmente pelas condições do país e pela adaptação dos jogadores brasileiros à superfície. Hoje, porém, a equipe entende que tem um elenco capaz de competir em diferentes tipos de quadra.

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— Antigamente, quando a gente jogava no Brasil, a primeira coisa era o saibro. Não tinha nem muita conversa sobre isso. Hoje em dia, acho que os nossos jogadores se adaptam bem a todos os tipos de piso — explicou Oncins.

Outro fator levado em conta foi o calendário dos atletas. Os brasileiros vinham de competições em quadra dura e seguirão nesse tipo de piso após a Davis, o que ajudou na decisão. Além disso, as últimas vitórias do país fora de casa também aconteceram em superfícies duras, aumentando a confiança na escolha.

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— Se for ver as nossas últimas vitórias fora de casa, todas foram nesse piso. Contra a Suécia, contra a Dinamarca. A própria contra a Grécia foi um piso duro. Isso também leva a ter mais confiança — afirmou.

A comissão brasileira destacou ainda que a possibilidade de escolher diferentes superfícies amplia as opções do capitão nos confrontos da competição. A ideia é não depender exclusivamente do saibro quando o Brasil atua como mandante, como acontecia com mais frequência em outras épocas.

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— Não necessariamente, quando eu jogo em casa, tenho que ser a nível do mar. Isso traz um leque de opções, que é o que todo mundo quer. Acho que todo capitão quer isso: ter um leque de opções e saber que o seu time pode ir bem em diferentes tipos de piso — completou o capitão brasileiro.

Além da superfície, a estrutura da arena também foi elogiada pela equipe brasileira. A expectativa é de casa cheia e de uma torcida participativa durante os jogos contra a Suíça. Para os brasileiros, o apoio das arquibancadas pode ser um fator importante em um confronto que marca o retorno da Copa Davis ao país.

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João Fonseca estreia contra Stricker

O brasileiro será o responsável por abrir o confronto entre Brasil e Suíça nesta sexta-feira (18). Ele enfrentará Dominic Stricker, número 262 do mundo, no primeiro duelo de simples da série. Na sequência, Gustavo Heide encara Stan Wawrinka, principal nome da equipe suíça.

A programação foi definida nesta quinta-feira (17), após o sorteio dos confrontos. No sábado (19), João Fonseca volta à quadra para enfrentar justamente Wawrinka, em um dos duelos mais aguardados da série. O suíço, de 41 anos, está em sua última temporada como profissional e já conquistou três títulos de Grand Slam.

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Será também a primeira vez que Brasil e Suíça se enfrentam em território brasileiro pela Copa Davis. As equipes já se encontraram duas vezes na história da competição, com uma vitória para cada lado.

João Fonseca em treino do Brasil na Copa Davis
João Fonseca em treino do Brasil na Copa Davis (Foto: Divulgação/CBT)
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