Brasil começa temporada 'na crista da onda' e em busca do tri no surfe
Após dois títulos mundiais seguidos, com Gabriel Medina e Adriano de Souza, brasileiros vão em busca do terceiro troféu na temporada que começa hoje

O Brasil é o país do surfe. Após dois títulos seguidos na elite, com Gabriel Medina (2014) e Adriano de Souza, o Mineirinho (2015), é difícil contestar essa afirmação. Nesta quarta-feira, a partir das 18h30 (horário de Brasília), os brasileiros se alinham para a etapa de Gold Coast (AUS) do Circuito Mundial, em busca da resposta para a questão: quem será o próximo campeão?
Iniciando o ano com dez atletas, o país tem a chance de quebrar uma marca histórica: desde a criação do Circuito, em 1983, nunca uma nação emplacou um tricampeonato consecutivo com surfistas diferentes.
E a temporada passada dá bons indícios de que isso pode acontecer.
Em 2015, o Brasil abriu o campeonato com tudo. Filipe Toledo foi campeão de duas das quatro primeiras etapas, mas perdeu a liderança na reta final e viu Mineirinho levar a taça. Agora, ele quer mudar essa história.
– Preciso ser constante o ano todo. Não posso negar que gosto de vencer. É isso que me motiva. Ao vencer três etapas no ano passado, passei a acreditar que isso (ser campeão) é possível – disse o jovem de 20 anos, ao L!.
'Ser escolhido como o melhor novato traz confiança. Estou me preparando para isso (brigar pelo título), mas o Circuito é difícil' - Ítalo Ferreira, ao L!
Além dele, o país tem outros concorrentes à taça, como Ítalo Ferreira, sétimo lugar em 2015 e melhor novato, Wiggolly Dantas, também estreante no ano passado e 15 no geral, e Caio Ibelli, campeão da divisão de acesso, na temporada passada. Isso sem contar os atuais detentores do troféu: Medina e Mineirinho.
– Vamos brigar muito para esse tricampeonato acontecer. O Brasil já foi bicampeão consecutivo em algum esporte? Sem querer desmerecer ninguém, mas hoje somos dez na elite do surfe mundial, e isso é bastante relevante – completou Toledo.
'Depois de dois títulos consecutivos, vai ficar difícil à Tempestade' - Wiggolly Dantas, ao L!
No total, a "Tempestade Brasileira" venceu seis de dez etapas no ano passado – a disputa na África do Sul terminou sem campeão – e, entre os sete primeiros lugares do Circuito, quatro surfistas eram do país.
Nesse ano, o Brasil pode sacramentar o que foi escrito na primeira linha desse texto. Mas consegue?

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