Na Seleção, Bruno Guimarães diz que bate mais mil pênaltis
Na Austrália, volante do Brasil relembra cobrança diante da Noruega

Um dos remanescentes da Seleção Brasileira que esteve na última Copa do Mundo, Bruno Guimarães precisou reviver um momento decisivo do Mundial em entrevista coletiva concedida em Brisbane nesta quarta-feira (23): o pênalti perdido ainda no primeiro tempo no jogo com a Noruega, pelas oitavas de final. Na ocasião, o placar estava 0 a 0 e o volante acabou desperdiçando a chance de abrir o placar. No fim, os noruegueses venceram o jogo por 2 a 1 e eliminaram o Brasil.
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Cerca de dois meses e meio depois daquela cobrança, Bruno Guimarães diz que o lance ainda dói e magoa.
— É um sentimento muito ruim, definitivamente, perder um pênalti. Faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Evoluir com o que aconteceu, obviamente que é uma ferida, é uma cicatriz, está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido, mas faz parte do futebol — declarou o jogador.
Apesar disso, o volante do Arsenal demonstrou muita personalidade e garantiu que fará tantas cobranças de pênalti quanto forem precisas.
— O mais importante para mim é que se tiver outro pênalti e for delegado a mim, eu não vou me esconder; eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar esta camisa (da Seleção Brasileira) representa tudo para mim. Sempre foi o maior sonho da minha vida, mas obviamente não foi um momento legal. Sofri muito, como eu disse, mas é bola para frente, é pensar, não dá para mudar o passado e sim o futuro.
Bruno Guimarães também defendeu Vini Jr, que depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo recebeu muitas críticas por não ter sido ele a cobrar o pênalti. De acordo com o volante, era ele mesmo, Bruno, quem deveria bater.
— Depois de uma eliminação, óbvio que você acaba vendo muitas coisas que não fazem o menor sentido. Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção e o professor (Carlo Ancelotti) determina quem vai bater, e eu fui o cara escolhido para bater. E ali na hora teve jogadores que quiseram pegar a bola... Enfim, é muito normal isso acontecer, um jogador pega, passa para o outro até para tentar enganar o goleiro, e foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era quem tinha que bater o pênalti, era eu. Foi o que foi delegado, e como eu falei, eu bati o pênalti, perdi, poderia ter feito — afirmou Bruno Guimarães, que disse ainda ter ficado triste "não só pelo Vini, mas pelos outros jogadores e pela nossa torcida".

Apesar de ter ficado bastante marcado pelo pênalti perdido diante da Noruega, o volante encerrou a Copa do Mundo como um dos destaques da Seleção. Mas, sobre isso, ele preferiu não se aprofundar.
— Sou um cara muito centrado, eu não me iludo muito com os elogios e também não posso me deixar levar pelas críticas. Acho que é muito importante eu saber quem eu sou, principalmente o jogador que eu sou, o que eu posso agregar para a Seleção. Acho que a minha parte mais forte do meu jogo é o coletivo, é fazer os outros jogarem bem, ajudar. Então, essa análise mais assim de coisas externas eu deixo para vocês aí na imprensa. Tenho certeza que o meu papel aqui na Seleção é jogar bem, passar confiança para os mais novos e, enfim, poder ajudar a Seleção no máximo que eu puder.
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