São Paulo divulga balanço de 2019 e explica déficit de R$ 156 milhões
Gestão Leco fez acordos e assumiu três grandes dívidas no exercício de 2019, mas com prazo para pagamento superior a 30 meses: ex-atletas, compra de Ricardinho e CET

O São Paulo divulgou nesta quinta-feira o seu balanço de 2019 - os clubes brasileiros tinham até esta data para tornar público este documento. Como se sabe, houve déficit de R$ 156 milhões no período.
Na demonstração, a diretoria são-paulina explica que aproximadamente metade deste déficit se refere a acordos que encerram antigas disputas judiciais: com atletas que passaram pelo Tricolor e entraram na Justiça cobrando direitos trabalhistas (principalmente direito de arena), com a CET e com os empresários que ajudaram na compra de Ricardinho no início dos anos 2000.
As três grandes dívidas antigas assumidas pelo São Paulo em 2019:
CET (serviços prestados de 2006 a 2018): R$ 25,7 milhões a serem pagos em 180 parcelas mensais
Compra de Ricardinho: R$ 25,7 milhões em valores atualizados
Dívidas com atletas: R$ 37,4 milhões
Os acordos com Alex Dias, Alex Silva, Diego Tardelli, Edcarlos, Éder Luis, Fredson, Gabriel, Hugo, Borges, Joilson, Jadilson, Zé Luis, Juan, Junior César, Lenilson, Renato Silva, Arouca e Washington totalizam R$ 37,4 milhões.
— Fellipe Lucena (@fellucena) April 30, 2020
Se não tivesse feito todos estes acordos, o São Paulo fecharia o exercício de 2019 com um déficit consideravelmente menor (embora as dívidas tenham sido parceladas e os prazos para pagamento superem 30 meses, o valor cheio é lançado no balanço). No entanto, a diretoria explica que preferiu se antecipar para facilitar o trabalho de gestões futuras:
"Visando melhorar a previsibilidade de caixa e pacificar as demandas jurídicas, o Clube iniciou acordos visando finalizar processos movidos por atletas profissionais, investidores e órgãos da administração pública, os quais, caso as demandas fossem prolongadas causariam desencaixes volumosos para o Clube em exercícios posteriores. Tais acordos contribuíram para o aumento da despesa com contingências de 2019 em R$ 81 milhões, mas com prazos finais de pagamento superiores a 30 meses", diz o relatório assinado pelo presidente Leco.
O restante do déficit se explica pelo arrecadação de valor abaixo do esperado com negociações de atletas em 2019 (R$ 97,1 milhões entraram nos cofres do clube, sendo que as maiores vendas foram as de Morato para o Benfica e Rodrigo Caio para o Flamengo) e pelas participações decepcionantes na Libertadores e na Copa do Brasil.

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