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Santos precisa corrigir erros na Sul-Americana para não levar sustos ao longo da temporada

Peixe avança na Sul-Americana, mas volta a apresentar falhas defensivas e liga alerta para sequência da temporada

PorJuliana YamaokaSão Paulo (SP)
29/07/2026 06:00
Gabigol comemora gol do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Gabigol comemora gol do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

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O Santos venceu a Universidad Central da Venezuela por 4 a 2, na última terça-feira (29), na Vila Belmiro, pelo jogo de volta dos playoffs da Copa Sul-Americana. Apesar da vantagem construída no duelo de ida, quando goleou por 4 a 1 fora de casa, o Peixe esperava uma classificação mais tranquila, mas voltou a apresentar problemas defensivos e correu riscos desnecessários diante de um adversário tecnicamente inferior. A equipe poderia ter encaminhado uma vaga mais confortável para as oitavas de final da competição.

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Se não fosse o resultado inesperado do empate por 2 a 2 contra a Chapecoense, no último sábado (25), pelo Campeonato Brasileiro, também na Vila Belmiro, provavelmente Cuca teria optado por preservar alguns titulares e utilizar uma formação mais alternativa diante de uma Universidad Central limitada. A vantagem construída na Venezuela permitia administrar melhor o confronto, mas o tropeço no Brasileirão aumentou a necessidade de uma resposta imediata.

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Na entrevista coletiva após a partida, Cuca destacou a dificuldade de encontrar o equilíbrio ideal para o time. Segundo o treinador, uma equipe mais ofensiva naturalmente oferece espaços para o adversário, mas a busca por esse ajuste passa principalmente pela organização entre os setores. O Santos tem mostrado capacidade para criar oportunidades, mas ainda sofre para controlar os momentos em que perde a bola.

O gol sofrido logo no início da partida foi apontado pelo técnico como um fator que pesou psicologicamente para o elenco. Além da pressão natural por resultados, o time convive com problemas extracampo, principalmente a crise financeira que envolve o clube, com atrasos em direitos de imagem e dificuldades para manter os compromissos em dia com funcionários.

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— Começamos o jogo com 4 a 1. Levamos um gol no final. Aqui, levamos logo antes do primeiro minuto. A gente sente quando empata. Mais do que empatar, foi ter um bom rendimento. Quando você tem uma sequência de bons jogos, enfrenta um time lanterna e tem um tropeço, perde parte da confiança. A cobrança já é diferenciada dentro de campo, e com razão. Quando você toma um gol no início, dobra o peso — afirmou Cuca.

Gabriel Menino comemora gol do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Gabriel Menino comemora gol do Santos na Vila Belmiro. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

A presença de Neymar, ainda segundo o treinador, também teve papel importante para devolver confiança ao elenco. Isso ficou evidente principalmente no segundo tempo, quando o camisa 10 passou a participar mais da construção ofensiva e ajudou o Santos a recuperar o controle da partida. O desafio de Cuca, no entanto, continua sendo encontrar um modelo que consiga aliar o talento individual do ataque com uma estrutura defensiva mais segura.

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— Vamos nos remontar no início do jogo, passar por cima de uma situação delicada e reverter o placar. No primeiro tempo perdemos muitos gols, mas empatamos. No segundo tempo, remontamos, tivemos gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi bom, mas o aproveitamento foi pequeno. O que me preocupa mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. É deixar o adversário finalizar mais vezes do que finalizou lá. Eu saio com isso na cabeça e vou pensar muito até encontrar o equilíbrio — completou o treinador.

A classificação veio, mas o Santos deixa a Vila Belmiro com um alerta ligado. Contra adversários de maior nível técnico, a capacidade ofensiva pode não ser suficiente para compensar os espaços cedidos. A chegada de Neymar aumenta o potencial da equipe, mas também eleva a responsabilidade por uma evolução coletiva. O próximo passo de Cuca será transformar um time que ainda oscila entre bons momentos ofensivos e falhas defensivas em uma equipe mais competitiva para a sequência da temporada.

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