Dupla Neymar-Gabigol não embala, e Santos continua sem decolar no Brasileirão
Peixe empatou com a Chapecoense e ainda não venceu no Brasileirão após a Copa

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A expectativa em torno da parceria entre Neymar e Gabigol era enorme. A presença de dois dos jogadores mais talentosos do futebol brasileiro alimentou a esperança de que o Santos pudesse encontrar um caminho de vitórias e títulos. Até aqui, porém, a história tem sido bem diferente do que se imaginava.
Nos 12 jogos em que Neymar e Gabigol estiveram juntos em campo em 2026, o Santos conquistou apenas duas vitórias, empatou seis vezes e perdeu outras quatro. O aproveitamento de 33% ajuda a dimensionar o problema de uma equipe que, mesmo contando com dois atacantes de enorme peso técnico, segue sem conseguir construir uma sequência capaz de mudar sua trajetória no campeonato. Foram 17 gols marcados e 16 sofridos neste período, números que mostram uma equipe próxima do equilíbrio no saldo, mas distante da regularidade necessária para respirar com tranquilidade na tabela.
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A situação ganhou novos contornos depois do empate por 2 a 2 com a Chapecoense no fim de semana. O resultado levou o Santos aos 22 pontos e deixou o clube na 14ª posição do Brasileirão, ainda muito próximo da parte perigosa da classificação. A equipe conseguiu evitar uma derrota que parecia encaminhada nos minutos finais, com Neymar convertendo um pênalti aos 40 minutos do segundo tempo, mas o ponto conquistado pouco alterou a sensação de urgência que acompanha o time.
O camisa 10 voltou a ser decisivo quando o Santos mais precisava, mas a dependência em relação ao atacante também se tornou cada vez mais evidente. Quando Neymar aparece, cria-se a sensação de que algo pode acontecer. Quando ele não consegue produzir, o time frequentemente encontra dificuldades para encontrar outro caminho. A parceria com Gabigol, que deveria ampliar as possibilidades ofensivas, ainda não resultou em uma produção coletiva compatível com o tamanho da expectativa.
Neymar produz mais, Gabigol participa mais dos gols
Os números individuais ajudam a entender uma relação que, dentro de campo, ainda parece estar em processo de construção. Nos 12 jogos em que atuaram juntos, com 11 partidas como titulares, Neymar marcou cinco gols e deu duas assistências. O atacante precisou, em média, de 144 minutos para participar diretamente de um gol, além de registrar 2,8 passes decisivos por partida e criar cinco grandes chances.

A influência do camisa 10 também aparece na quantidade de vezes em que tenta desequilibrar as partidas individualmente. Neymar registra 3,4 finalizações por jogo, com 1,2 delas no alvo, além de 1,7 drible certo por partida. Sua eficiência nos dribles ficou em 31%, enquanto a conversão de grandes chances chegou a 40%. O atacante ainda venceu 6,9 duelos por jogo e sofreu 4,2 faltas em média, indicadores que mostram o quanto a equipe procura o jogador para construir suas principais ações ofensivas.
Gabigol, por sua vez, também soma cinco gols nos 12 jogos ao lado de Neymar, mas apresenta participação direta mais frequente nas jogadas que terminaram em gol. O atacante contabiliza quatro assistências e precisa de 103 minutos, em média, para participar de um gol. São três grandes chances criadas por partida, enquanto sua média de finalizações é de 2,2 por jogo, com 0,6 chute no alvo.
A diferença entre os dois aparece também no estilo de participação. Gabigol tem 44% de eficiência nos dribles e 0,6 drible certo por partida, além de converter 43% das grandes chances que recebe. Seu número de duelos ganhos, porém, é bem inferior ao de Neymar, com média de 1,5 por jogo, enquanto sofre apenas 0,3 falta por partida.
O retrato estatístico sugere que Neymar é quem concentra uma parcela maior da criação e da condução ofensiva, enquanto Gabigol aparece com mais frequência no momento decisivo da jogada, seja para finalizar ou para encontrar um companheiro. O problema é que essa combinação ainda não se transformou em uma engrenagem capaz de sustentar o Santos ao longo de uma competição tão longa quanto o Brasileirão.
Santos precisa encontrar o caminho das vitórias
A recente manifestação de Neymar sobre os bastidores do elenco também aconteceu em meio a esse momento de cobrança. O atacante negou que tenha feito críticas direcionadas aos jogadores mais jovens após o empate com a Chapecoense e afirmou que houve uma cobrança coletiva no vestiário, envolvendo diferentes líderes do grupo. A declaração expôs o ambiente de pressão que cerca o clube, que convive com a necessidade de pontuar e com a responsabilidade depositada sobre seus principais nomes.
Enquanto isso não acontecer, Neymar continuará sendo, ao mesmo tempo, a principal esperança e o retrato da dependência santista. O camisa 10 ainda encontra momentos para decidir, como fez no pênalti diante da Chapecoense, mas a sequência do campeonato exige que o Santos encontre outras formas de vencer.
Para o Santos, cada rodada representa uma nova oportunidade de transformar o talento dos seus principais jogadores em pontos na tabela. Até agora, Neymar e Gabigol entregaram momentos, gols e assistências, mas ainda não conseguiram entregar aquilo que o torcedor mais espera deles: uma sequência de vitórias que tire o clube definitivamente da luta contra o rebaixamento.

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