Presidente do Conselho do Santos diz que pedido de impeachment é fraco
Dos 22 conselheiros a assinar, dois voltam atrás dois dias após protocolada a solicitação de impedimento do presidente Peres. Para Marcelo Teixeira, não há embasamento legal

Protocolado na última terça-feira, o pedido de impeachment contra o presidente José Carlos Peres não deve ser levado a cabo. Pelo menos não no entendimento do presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, que já encaminhou o requerimento à Comissão de Inquérito e Sindicância do Peixe, como rege o Estatuto social do clube. Dos 22 que haviam assinado o documento, dois desistiram e retiraram suas assinaturas na tarde desta quinta-feira, enfraquecendo ainda mais o movimento.
- A mesa do Conselho avaliou e já encaminhou à Comissão de Inquérito e Sindicância, e ele está sendo avaliado… Mas eu já antecipo que não há nenhuma base, nenhum fundamento estatutário para que esse processo tenha o seu andamento normal dentro do Conselho Deliberativo. Eu já afirmo antecipadamente que, pelos fundamentos apresentados, não existem critérios estatutários que possam embasar um futuro impeachment do presidente - garantiu Marcelo, em entrevista à Rádio Jovem Pam.
Neste primeiro pedido, os 22 signatários, que agora são 20, alegaram que Peres teria "agido contra a norma estatutária" ao criar uma portaria determinando que todas as contratações do Santos só poderão ocorrer "mediante determinação prévia e expressa" do presidente. O documento questiona ainda inúmeras demissões da gestão de Peres, justificadas pelo dirigente como corte de gastos, e a saída do executivo Gustavo Vieira, que após ser demitido alegou que não conseguia contato com a diretoria, que tampouco se entendia entre si.
Outras alegações que, para os opositores, motivariam o impeachement são o acerto com a TV Globo para a transmissão de jogos em TV aberta e pay-per-view de 2019 a 2024 e o fracasso na transferência do zagueiro Lucas Veríssimo para o Spartak Moscou, da Rússia, "que implicaria em importante receita para o clube". Tudo isso, na visão da oposição, contribui para a "necessidade do impedimento do presidente".
Nesta quinta, Peres concedeu entrevista coletiva na Vila Belmiro e se mostrou tranquilo quanto à possibilidade do pedido ser levado adiante. O mandatário rebateu todos os argumentos da oposição e disse que não havia base legal no documento.

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