O presidente Maurício Galiotte prefere não se manifestar enquanto seguir negociando com a Globo

Palmeiras, presidido por Maurício Galiotte, terá novo COF por dois anos (Foto: Fabio Menotti/Divulgação)

Thiago Ferri
19/03/2019
00:15
São Paulo (SP)

O Palmeiras elegeu na noite desta segunda-feira os 15 membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) para os próximos dois anos, além de outros sete suplentes. Nove cofistas são ligados à situação, enquanto outros seis são parte da oposição. 

Ennio George Elias Camarano, Nobuyuki Yokoyama (Nobu), Antônio Sérgio Orciuolo, Manoel Dantas Pinheiro Filho, Celso Bellini, Carlos Degon, Neive Conceição, João Gaviolli e Tommaso Mancini são os que apoiam Maurício Galiotte e Leila Pereira. Entre os suplentes, completam a aliança Walter Marconi, Rubens Reis de Souza Júnior, Faustino Caputo, Valter Cesar Teixeira Pinto e Orpheu Gaspar Puglia.

Já os oposicionistas são: Savério Orlandi, Hislande Pereira Bueno Júnior, Guilherme Pereira, Sérgio Moyses, Carlos Antônio Faedo e Walter Munhoz. Mario Kaminski e Luiz Mousinho são os suplentes também contrários à atual gestão do Palmeiras.

O resultado foi considerado bom dos dois lados. Pessoas próximas à diretoria admitem o equilíbrio, mas consideram que o grupo anterior do COF era influenciado praticamente apenas por Mustafá Contursi, um dos mais ferrenhos críticos da atual gestão.

Os oposicionistas, por outro lado, consideram uma vitória ter conseguido quase que dividir as cadeiras, mesmo tendo um grupo muito menor do que aquele que orbita ao redor do governo liderado por Galiotte e Leila. 

Todos os ex-presidentes vivos do Palmeiras são membros natos do COF, ou seja, fazem parte do conselho sem precisar de eleição. Mustafá é o mais presente, mas Affonso Della Monica, Arnaldo Tirone, Carlos Bernardo Facchina Nunes, Luiz Gonzaga Belluzo e Paulo Nobre também têm cadeiras. O último está afastado do clube por conta de divergências com Galiotte, seu sucessor, e não comparece a nenhuma reunião.

O COF, como o próprio nome indica, é responsável por fiscalizar e orientar a diretoria executiva. É por lá que os balancetes mensais são aprovados, até que o Conselho Deliberativo aprove o balanço anual, como houve na reunião desta segunda com o documento de 2018.

Houve no ano passado um racha entre o órgão e o comando do clube por conta dos aditivos em contratos da Crefisa, que transformaram em dívida os mais de R$ 120 milhões investidos pela empresa em reforços nos últimos três anos, com correção monetária. Pela divergência, os balancetes mensais de 2018 foram reprovados. O balanço do ano passado, contudo, foi aprovado, mas com ressalvas pelos cofistas.

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