'Força para dizer não': Como o Palmeiras rebate propostas por titulares na janela de transferências

Alviverde aposta na manutenção de pilares e vê negociações secundárias como caminho para cumprir meta orçamentária

PorVitor PalharesSão Paulo (SP)
30/07/2026 10:34
Leila Pereira, presidente do Palmeiras (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras mantém a mesma postura desde a abertura da janela de transferências: não negociar os principais ativos do clube, especialmente os jogadores considerados titulares. Entre os nomes mais valorizados estão Flaco López, artilheiro da equipe na temporada, e Allan, formado nas categorias de base.

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A estratégia é liderada pela presidente Leila Pereira e pelo técnico Abel Ferreira, que confirmaram recentemente, em diferentes oportunidades, a intenção do Palmeiras de manter seus principais jogadores. Entre a chegada de reforços e a manutenção do elenco atual, a dupla segue alinhada ao objetivo de contar com um grupo capaz de disputar os principais títulos em disputa no segundo semestre.

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- Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não. Neste momento, não - detalhou Abel Ferreira.

Nos últimos dias, Flaco López entrou na mira do futebol russo, enquanto Allan despertou o interesse do Aston Villa, que sinalizou com uma proposta à diretoria palmeirense. O Spartak Moscou estaria disposto a investir cerca de 20 milhões de euros pelo atacante argentino. Já o clube inglês preparava uma oferta de 30 milhões de euros pelo meio-campista formado na base alviverde.

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Somadas, as investidas chegariam a pouco menos de R$ 300 milhões, mas foram prontamente recusadas pelo Palmeiras.

Flaco López ao lado de Allan, formado nas categorias de base do Palmeiras
Allan e Flaco López, do Palmeiras, receberam propostas de clubes do exterior nesta janela de transferências (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)

Nem mesmo a previsão orçamentária de R$ 400 milhões em vendas de jogadores para a atual temporada faz com que a diretoria considere negociar titulares por propostas milionárias. O Palmeiras aposta no superávit acumulado nas últimas temporadas, aliado a negociações de atletas fora do grupo principal, como Luighi e Facundo Torres, além de premiações por títulos, para equilibrar o caixa ao fim do ano.

- Tenho que ter criatividade. Todo ano eu passo por isso. Então, às vezes a base me ajuda em negociações. O meu desejo é não negociar nenhum jogador. Vou fazer isso. Preciso manter o clube equilibrado financeiramente. Sou uma mulher criativa. Dou um jeito - explicou Leila Pereira.

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Vale lembrar que o Palmeiras já superou a marca de R$ 150 milhões em vendas em 2026, seja por meio de negociações diretas ou de acordos envolvendo terceiros, como no caso da transferência de Jhon Jhon do Red Bull Bragantino para o Zenit, da Rússia, que rendeu R$ 25 milhões ao clube. Outro exemplo é Breno Lopes, que deixou o Fortaleza rumo ao Coritiba e gerou mais R$ 7,5 milhões aos cofres alviverdes.

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