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De descartável ao protagonismo na Libertadores: a trajetória de Rony na competição

Atacante teve um início conturbado no Verdão, mas deu a volta por cima e foi fundamental para o título da Libertadores<br>

PorLance!São Paulo (SP)
31/01/2021 07:23
Atualizado em 31/01/2021 09:50

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Palmeiras x Santos - Rony
Rony campeão da América (Foto: Cesar Greco)

Natural da pequena cidade de Magalhães Barata, no interior do Pará, Rony começou sua jornada como jogador profissional em uma das grandes esquipes do estado: o Remo, no ano de 2014.


No clube paraense, o atacante atuou por duas temporadas e foi campeão estadual duas vezes. Mesmo jogando pouco, foi o suficiente para atrair os olhares do Cruzeiro, que o contratou em 2016.

Integrando a base da equipe mineira, Rony não conseguiu ter sucesso no time principal e, por isso, foi prontamente emprestado para o Náutico. Jogando pelo Alvirrubro, o atacante fez sua primeira grande temporada como profissional, sendo o grande destaque do clube ao anotar 11 gols e cinco assistências na Série B. A boa campanha e o futuro promissor resultaram numa transferência internacional, sendo contratado, em 2017, pelo Albirex Niigata, do Japão.

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Após apenas uma temporada no clube asiático, Rony retornou ao Brasil, sendo contratado pelo Athletico Paranaense, e sua carreira deslanchou de vez. No Paraná, foi um dos alicerces do time de Tiago Nunes, que conquistou a Copa Sul-Americana, em 2018, e a Copa do Brasil, em 2019. Se destacando e conseguindo grandes números, Rony atraiu o interesse do Palmeiras, que ofereceu R$28 milhões pelo atacante e o contratou para a temporada de 2020.

O começo na Academia de Futebol

O início de Rony pelo Verdão foi conturbado. Jogando com Luxemburgo, o jogador colecionou atuações ruins, erros em lances simples e, somado com o alto valor investido em sua contratação, foi alvo de inúmeras críticas por parte da torcida.

No Campeonato Paulista, era evidente a dificuldade do atacante em atuar no esquema de jogo montado pelo treinador. Sem receber bolas em profundidade, como acontecia no Athletico, o atleta era obsoleto nas partidas, terminando o Paulistão com nove jogos e nenhuma participação em gol.

Na Libertadores, por outro lado, o atacante esboçava uma reação. Na primeira fase, disputada quase completamente com Luxa no banco, Rony marcou dois gols e deu quatro assistências, sendo o destaque do forte ataque palestrino.

No Brasileirão, no entanto, Rony continuava decepcionando. Quando titular, não conseguia render e acabava sendo substituído. Quando começava no banco, entrava e não correspondia. A torcida estava perdendo a paciência e 'pedia a cabeça' do atacante. Isso, porém, não o desmotivou e, com o tempo, o camisa 11 deu a volta por cima.

Rony
Rony chegou a cinco gols na Libertadores com a camisa do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/ Palmeiras)

De descartável ao protagonismo na Liberta

Desde a saída de Luxemburgo do comando técnico da equipe, Rony cresceu de rendimento e passou a lembrar aquele que brilhou no Athletico Paranaense, uma temporada antes.

Com Luxa, o ponta havia feito apenas um gol em 25 jogos. Com Andrey Lopes e Abel Ferreira, o atacante deslanchou e foi responsável por oito bolas nas redes adversárias, atuando em 19 confrontos .

A melhora de desempenho no geral foi fundamental para Rony ganhar a confiança necessária e continuar fazendo grandes partidas na Libertadores. No total, o atacante participou de 13 tentos do Verdão na competição (sete gols e seis assistências), sendo o atleta com mais participações em gols do torneio.

Esses números fizeram com que o camisa 11 fosse considerado um dos grandes nomes da temporada palestrina e, acima de tudo, da campanha campeã continental.

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