Opinião: atletismo precisa passar por uma faxina geral
Escândalo na Rússia abalou a modalidade, mas entidades deveriam ir mais a fundo e investigar se outros países também não violam o código antidoping

Na Rússia tem. No Brasil, tem também. Na Índia, você irá encontrar. No Irã, Romênia, Quênia, Grécia, Dinamarca, Holanda, Jamaica, Estados Unidos, Espanha, e onde mais você imaginar, ele está lá, presente mais do que nunca: o doping.
Os países acima estão em uma lista negra. Todas elas têm, neste momento, pelo menos um atleta suspenso no atletismo.
Estes dados podem ser encontrados no site oficial da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf). A lista foi atualizada no dia 27 de outubro, e traz um número sintomático: 287 atletas pelo mundo estão impedidos de competir enquanto você lê esta coluna, por cumprirem pena imposta pela Iaaf ao violarem o código antidoping.
Avaliar se 287 casos é muito ou pouco é relativo. Certamente há quem ache este número pequeno, diante do número de atletas espalhados pelo planeta, e haverá quem pense o contrário. No entanto, o que chama a atenção na lista de atletas suspensos da Iaaf é a variedade de países presentes.
O doping no atletismo está na África, Ásia, Europa e América. Está em países ricos, como a Finlândia, mas também em nações pobres, como a Nigéria. As substâncias são utilizadas em potências esportivas, como a França, e em times que não deverão ganhar medalha na Rio-2016, como Myanmar.
Se você acompanhou o noticiário nos últimos dias, tem boas chances de acertar quem lidera esta lista negra. Sim, a Rússia, com 43 casos. No entanto, o escândalo protagonizado pelo país de Vladimir Putin, com a presença de um sistema complexo para burlar o sistema antidoping, é só a ponta do iceberg.
Como se vê acima, o problema vai muito além da Rússia. A divulgação das últimas notícias sobre o país só ajudaram a colocar ainda mais o nome do atletismo na lama.
Esta modalidade precisa levar um choque. A credibilidade do atletismo hoje em dia praticamente inexiste. E para reverter isso, entidades como a Iaaf, Wada e COI precisarão revirar este assunto do avesso, sem poupar países ou as estrelas das pistas. E a melhor chance para fazer isso é agora.

Mais Esportes
Daniel Nascimento, ex-maratonista olímpico, é localizado em SP
Há 35 minutos
Mais Esportes
Medina planeja pausa em 2027 e põe em risco vaga olímpica, diz jornal
Há 2 horas
Fórmula 1
F1: Piloto da Haas, Bearman estabelece prazo para Ferrari
Há 2 horas
Lutas
UFC: Michael 'PQD' Oliveira estreia com nocaute em Belgrado
Há 4 horas
Vôlei
Polônia x EUA na final da VNL masculina: horário e onde assistir
Há 4 horas
Tênis
João Fonseca projeta chegada ao topo do ranking mundial
Há 5 horasMais LANCE!

Atlanta 30: Mireya relembra provocações às brasileiras: 'Não é exemplo'

Stephanie Luciano finaliza no primeiro round no UFC Belgrado

Neymar 'culpa' Gabriel Medina por gafe em casamento

Dana White ataca fã em coletiva do UFC Belgrado: 'Pergunta de m*'

VNL masculina 2026: algozes do Brasil estão na final

Gabriel Bortoleto confirma futuro na F1: 'Muitos anos'

Algoz derrota Ben Shelton e vai passar João Fonseca

Carol/Rebecca e o sonho da medalha olímpica: 'O principal'

Atlanta 30 anos: a briga com Cuba e o bronze do vôlei. 'Xingavam a gente de p*tana'

Tudo o que você precisa saber sobre o UFC Belgrado

Ex-campeões analisam a primeira metade da temporada da F1

Papo com Helio Castroneves: muitos troféus espalhados por aí, mas quero mais!

Novata no vôlei de praia mira LA28 ao lado de campeã mundial: 'Novo mundo'


