Dirigente da CBB detalha bastidores da atuação de Oscar Schmidt e exalta legado
Secretário-Geral Carlos Fontenelle relembra revolução no basquete após o Pan de 1987 e destaca presença constante do ídolo em Brasília para fortalecer a modalidade
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O secretário-geral da Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB), Carlos Fontenelle, concedeu entrevista coletiva no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17), após a morte do ídolo Oscar Schmidt. O dirigente comentou sobre o impacto da partida do ex-jogador e detalhar a dimensão de suas realizações. O dirigente destacou a perseverança do "Mão Santa", descreveu a participação decisiva do ídolo na conquista do Pan-Americano de 1987 e ressaltou o suporte constante do ex-atleta aos projetos da federação, mesmo após o término da carreira nas quadras.
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Ao relembrar momentos históricos do basquete, Fontenelle elencou o triunfo sobre a seleção norte-americana em 1987 como um divisor de águas não apenas para a modalidade no Brasil, mas para o cenário internacional. Segundo o dirigente, o desempenho do time comandado por Oscar e Marcel em Indianápolis obrigou a federação de basquete dos Estados Unidos e a liga norte-americana (NBA) a reavaliarem suas estratégias de competição.

— Aquele Pan-Americano de 1987 e aquela reação espetacular ajudaram a mudar o panorama do basquete mundial. Eles focaram nos arremessos de três pontos e conseguimos ganhar na casa dos Estados Unidos, de um time pelo qual todos passaram pela NBA. A partir daquela derrota dentro de casa, os profissionais da liga começaram a atuar pela seleção e tivemos o primeiro "Dream Team" em 1992 — relembrou Carlos Fontenelle.
— E uma coisa interessante é que não tinha o Hino Nacional brasileiro no ginásio. Eles não esperavam perder para o Brasil. Tiveram que ir buscar o Hino Nacional para colocar no pódio com o nosso Oscar lá — acrescentou.

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Dedicação aos treinos e recusa à NBA
A entrevista de Fontenelle também reforçou o alto nível de exigência de Oscar nos treinamentos, traço frequentemente apontado como o pilar da construção do seu status de lenda. O secretário da CBB fez questão de enfatizar a importância da rede de apoio do ex-jogador durante o processo, com destaque para a participação da esposa, Maria Cristina, na rotina de treinos exaustivos. O dirigente usou as próprias palavras do ídolo para definir a sua trajetória.
— O conselho que ele dava é o legado principal. Ele dizia: "Eu não sou um mão santa, eu sou um mão treinada". A dedicação dele, o treinar e treinar. A esposa dele ficava pegando bola e passando para ele, acabava o treino e ele continuava arremessando. A Cris pegava as bolas e devolvia. Esse suporte e perseverança contam a história dele — destacou o dirigente.
Outro aspecto lembrado por Carlos Fontenelle foi o orgulho do atleta em defender as cores do Brasil. Para atuar pela seleção nacional, Oscar Schmidt recusou o convite para ingressar na liga profissional de basquete dos Estados Unidos, já que as regras da época proibiam atletas da NBA de disputar torneios pela FIBA.
— O orgulho dele de jogar pelo Brasil e a recusa à NBA porque naquela época não poderia jogar pela Seleção Brasileira formam um exemplo de dedicação e profissionalismo. Uma pessoa com perseverança que lutou por seus objetivos — afirmou Fontenelle.

Atuação fora das quadras e homenagens em vida
O secretário-geral apontou o apoio político de Oscar Schmidt à CBB como uma contribuição tão valiosa quanto os feitos em quadra. Desde 2017, o ex-jogador esteve presente em eventos e participou de articulações em Brasília para garantir recursos, pleitear mudanças em leis de incentivo ao esporte e buscar patrocínios governamentais para a confederação.
— A presença dele em qualquer evento e o suporte que ele ofereceu para a busca de recursos em prol da Confederação foram fundamentais. Oscar esteve em Brasília em comitês de esporte com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento do basquete nacional, ao apresentar pedidos de mudanças de leis e apoio governamental. Ele permaneceu à disposição em todos os momentos — relatou Carlos Fontenelle.

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