Clubes olímpicos se unem para pedir espaço no COB
Através de carta aberta, dez dos principais clubes olímpicos do país cobram participação nas decisões do Comitê nacional

Por meio de uma carta aberta, dez dos principais clubes olímpicos do país solicitaram participação nas decisões do Comitê Olímpico do Brasil (COB). O documento explica a proposta apresentada à Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados e encaminhada à Comissão Estatuinte - responsável pelo estudo das alterações do estatuto do COB. A principal reivindicação é que duas das vagas para "membros independentes" seja destinada a representantes de clubes olímpicos.
- Manter os clubes olímpicos fora do COB é negar voz, voto e direito a um dos principais "players" do movimento olímpico, aos quais, até agora, somente foram dadas obrigações. É tempo de se reconhecer a relevância dos clubes no desenvolvimento esportivo do país, pois são eles, efetivamente, os responsáveis por formar, treinar, cuidar e manter os atletas olímpicos, muitas vezes utilizando recursos próprios - afirma parte do documento.
Os clubes que assinaram a carta foram: Club Athletico Paulistano (SP), Clube Curitibano (PR), Clube de Natação e Regatas Álvares Cabral (ES), Clube de Regatas do Flamengo (RJ), Esporte Clube Pinheiros (SP), Grêmio Náutico União (RS), Hebraica São Paulo (SP), Minas Tênis Clube (MG), Sociedade de Ginástica Porto Alegre/Sogipa (RS) e Sport Club Corinthians Paulista (SP).
Confira, na íntegra, o documento:
'CLUBES OLÍMPICOS QUEREM VOZ NO COB
Diante dos recentes escândalos de corrupção, envolvendo o Comitê Olímpico do Brasil (COB), mudanças são imperativas para a correção de rumos e a retomada do desenvolvimento do esporte nacional. Nesse sentido, representantes de dez dos principais clubes olímpicos do país – Club Athletico Paulistano (SP), Clube Curitibano (PR), Clube de Natação e Regatas Álvares Cabral (ES), Clube de Regatas do Flamengo (RJ), Esporte Clube Pinheiros (SP), Grêmio Náutico União (RS), Hebraica São Paulo (SP), Minas Tênis Clube (MG), Sociedade de Ginástica Porto Alegre/Sogipa (RS), Sport Club Corinthians Paulista (SP) - tornam pública a proposta apresentada à Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados e encaminhada oficialmente à Comissão Estatuinte do Comitê Olímpico do Brasil que estuda mudanças no Estatuto do COB.
Nossa proposta inclui: 1) destinação para representantes de clubes olímpicos das duas vagas de "membros independentes" (até por que não está claro de que ou de quem esses membros seriam independentes); 2) conceituação diferenciada de clubes olímpicos e clubes sociais, sendo "clubes olímpicos, para a finalidade de preenchimento das vagas do Conselho de Administração, aqueles que tiveram, ao longo dos dois últimos ciclos olímpicos, no mínimo três modalidades olímpicas e atletas participando dos dois últimos jogos olímpicos"; 3) que os representantes dos clubes olímpicos sejam atuais ou exdirigentes
dos clubes olímpicos que tenham exercido função, estatutária ou não, por no
mínimo dois anos.
É fato que os clubes possuem entidades próprias de representação, como o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC). Mas, é fato também que essas entidades atuam em outras áreas, como a formação de gestores, o intercâmbio de experiências corporativas, a integração das agremiações e o fomento ao esporte de base.
Sendo assim, enfatizamos a legitimidade da nossa proposta, uma vez que ela poderá corrigir uma falha grave que persiste há décadas: o alijamento dos clubes olímpicos da gestão do esporte de alto rendimento no Brasil, contrariando a própria lei esportiva (Lei nº 9.615/1998 e suas posteriores modificações), que coloca os clubes, assim como o COB, as federações, confederações, atletas, como membros integrantes do Sistema Nacional do Desporto, encarregados da coordenação, administração, normatização,
apoio e prática do desporto.
Deve ser lembrado, também, que o sistema confederado hoje existente no Brasil passa, obrigatoriamente, pelos clubes, na medida em que atletas se filiam a um clube, que se filia à federação, que se filia a confederação, que, por sua vez, é membro do COB.
Concluindo, acreditamos que, para atingirmos a adequada governança do esporte olímpico brasileiro, é vital a participação de atletas, clubes, federações, CBC, confederações e COB. Manter os clubes olímpicos fora do COB é negar voz, voto e direito a um dos principais "players" do movimento olímpico, aos quais, até agora, somente foram dadas obrigações. É tempo de se reconhecer a relevância dos clubes no desenvolvimento esportivo do país, pois são eles, efetivamente, os responsáveis por formar, treinar, cuidar e manter os atletas olímpicos, muitas vezes utilizando recursos próprios.'

Mais Esportes
Atlanta 30 anos: trio de ouro fatura a prata no basquete
Há 9 minutos
Tênis
Loio no Lance! vê Indian Wells como inspiração para João Fonseca em Montreal
Há 59 minutos
Lutas
UFC: estrela do Brasil, Allan 'Puro Osso' morre aos 34 anos
Há 12 horas
Tênis
Jogo que define rival de estreia de João Fonseca é adiado
Há 13 horas
Vôlei
No topo do vôlei de praia, Brasil tem briga interna por Los Angeles 2028
Há 13 horas
Vôlei
Técnico do ouro olímpico defende pausa de Duda no vôlei: 'Entregou muito'
Há 14 horasMais LANCE!

Brasil atropela Chile e vence a primeira no Sul-Americano de basquete feminino

Destaque do Brasil, Jean Silva volta a liderar Noche UFC

Seleção Brasileira tem primeiro corte para o Sul-Americano de vôlei

'Não vai funcionar': Shaq critica 76ers de LeBron James

Rafael Jodar iguala feito do Big 3, Alcaraz e Sinner

Invicto no MMA, primo de Khabib se aproxima de UFC

João Fonseca revela meta para alcançar topo do ranking

Bortoleto discorda de Verstappen na F1: 'Devemos ser capazes'

Rafael Câmara mira vaga ao lado de Bortoleto na F1

Laura Pigossi fica a um passo da liderança do tênis brasileiro

Evandro evita pensar em última Olimpíada: 'Não vou pro tudo ou nada'

Calouro da NBA desafia Luka Doncic: 'Quero ver se é lento mesmo'

Alex Poatan não volta ao UFC em disputa por cinturão



