Beatriz Souza vence argelina e fatura o bronze no Grand Slam de Paris
Única derrota da brasileira foi para a campeã Romane Dicko, da França, na semifinal<br>

A brasileira Beatriz Souza (+78kg) conquistou neste domingo a medalha de bronze no Grand Slam de Paris. Ela venceu a argelina Sonia Asselah, por ippon, e garantiu o Brasil no pódio da competição pela segunda vez. No sábado, Larissa Pimenta (52kg) também foi bronze após vencer Sarah Menezes.
Medalhista de bronze na Rio-2016, Rafael Silva (+100kg) chegou muito perto da medalha, mas ficou em quinto lugar ao cair para o cubano Andy Granda na luta pelo terceiro lugar.
Atual número 7 do mundo, Beatriz chegou à Paris como cabeça-de-chave e confirmou o favoritismo nas preliminares vencendo todas as lutas por ippon. Ela superou Nazgul Maratova, do Cazaquistão, Lea Fontaine, da França, e Nihel Chekh Rouhou, da Tunísia, e só parou na semifinal diante da francesa Romane Dicko, que ficou com o ouro da categoria.
Na decisão pelo bronze, Bia se impô e projetou Sonia Asselah. A argelina foi a algoz da também brasileira Maria Suelen Altheman nas oitavas-de-final de Paris. Suelen chegou a vencer a japonesa Wakaba Tomita na primeira luta, mas parou na argelina ao levar três punições.
O bronze deste domingo vem uma semana após Beatriz conquistar o ouro do Aberto de Odivelas. Ela já tinha medalhas nos Grand Slam de Abu Dhabi, Ecaterimburgo, Brasília e Osaka.
Nas preliminares, Baby venceu três adversários pela pontuação máxima. Estreou com ippon sobre Emre Sinal, da França, e bateu o experiente Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, igualmente com o placar cheio. Nas quartas, Baby fez luta tensa com o mongol Dashdaava Ulziibayar decidida nas penalidades a favor do brasileiro.
O confronto de semifinal foi contra a nova sensação do judô, o japonês Kokoro Kageura, de 24 anos, que, minutos antes de enfrentar Baby havia vencido a lenda Teddy Riner com um waza-ari no golden score. Kageura, número 10 do mundo, entrou para a história ao finalizar a invencibilidade de 10 anos e 154 lutas do bicampeão olímpico francês, que ficou fora do pódio em casa.
No duelo com Baby, Kageura usou a mesma estratégia que derrubou Riner e marcou um waza-ari em contra-golpe no golden score para superar o brasileiro. Kageura acabou perdendo na final diante do holandês Henk Grohl.
Na disputa pelo bronze, Rafael encontrou o cubando Andy Granda que, apesar de levar duas punições, levou o combate para o golden score a aproveitou um descuido do brasileiro para projetá-lo ao solo e marcar o waza-ari que valeu o bronze.
David Moura (+100kg), Leandro Guilheiro (81kg) e o jovem Guilherme Schimidt (81kg) também lutaram neste domingo, 09, mas pararam nas primeiras lutas. David caiu para o Georgiano Gela Zaalishvili, campeão mundial júnior em 2018. Schimidt não passou pelo francês Nicolas Chilard e, no mesmo peso, Guilheiro parou no italiano Antonio Esposito.
Após o Grand Slam, a seleção seguirá em Paris no treinamento de campo internacional preparatório para o Grand Slam de Dusseldorf e para os Abertos Europeus de Bratislávia e Oberwart, próximos compromissos do judô brasileiro.

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