Alice Padilha derrapa no slalom e encerra participação feminina do Brasil nas Olimpíadas de Inverno

Brasileiros voltam a disputar no próximo sábado (21), às 6h (de Brasília)

PorMariana QuélhasRio de Janeiro (RJ)
18/02/2026 08:32

Supervisionado porThiago Fernandes,
Alice Padilha em Milão-Cortina (Foto: Gabriel Heusi/COB)
Alice Padilha em Milão-Cortina (Foto: Gabriel Heusi/COB)

Depois de 12 anos sem representantes no slalom feminino, o Brasil voltou a alinhar uma atleta na modalidade com a jovem Alice Padilha, de 18 anos, nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A brasileira foi a 85ª a descer a montanha nesta quarta (18), já com a pista bastante castigada pelas passagens anteriores.

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Em uma prova marcada por alto índice de quedas e eliminações, com 28 das 95 esquiadoras não completando o percurso e outras três sendo desclassificadas, restaram apenas 64 para a segunda descida. Alice acabou se juntando ao grupo que não concluiu a disputa. Logo no início do traçado, perdeu o equilíbrio, derrapou e precisou sair da pista.

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O desfecho foi diferente do vivido por Lucas Pinheiro dias antes, quando o brasileiro caiu durante sua descida no slalom. No caso de Alice, o desequilíbrio precoce impediu qualquer chance de recuperação. Ainda assim, sua presença já representou um marco: recolocar o Brasil no grid feminino da modalidade após mais de uma década.

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Alice Padilha (Foto: Gabriel Heusi/COB)
Alice Padilha durante treinos nas Olimpíadas de Inverno 2026 (Foto: Gabriel Heusi/COB)

Próximos compromissos dos brasileiros

Agora, as atenções se voltam para a disputa do four-man (quarteto), marcada para sábado (21), às 6h (horário de Brasília). Os treinamentos oficiais já começaram, e a equipe busca manter o embalo do recorde recente.

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Desempenho brasileiro em Milão-Cortina

Se por um lado houve frustrações naturais do esporte de alto rendimento, por outro, a delegação brasileira escreveu capítulos históricos na neve italiana.

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Conquista histórica de Lucas Pinheiro

O maior deles veio com Lucas Pinheiro, que conquistou um ouro inédito no slalom gigante, tornando o Brasil o primeiro país da América Latina a alcançar o topo do pódio em Jogos Olímpicos de Inverno na modalidade.

Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Novos números no slalom

Após a queda e desclassificação de Lucas Pinheiro no slalom, a responsabilidade ficou com o brasileiro, Giovanni Ongaro, que gravou seu nome na história ao chegar na 27ª posição na prova, o melhor desempenho já registrado por um brasileiro na categoria em edições dos Jogos de Inverno.

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Giovanni Ongaro (Foto: COB)
Giovanni Ongaro (Foto: COB)

Superação no Esqui Cross-Country

No esqui cross-country, a palavra foi superação. Nas disputas femininas, Bruna Moura e Eduarda Ribera celebraram suas colocações no Sprint Clássico — 72º e 74º lugares, respectivamente. Para Eduarda, de 21 anos, o resultado simboliza evolução: em 2022, ela havia terminado na 77ª posição, mostrando crescimento consistente em sua trajetória internacional.

Bruna, por sua vez, viveu um momento particularmente simbólico. Impedida de competir nos Jogos de Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 após sofrer um acidente de carro às vésperas da competição, a atleta celebrou emocionada sua estreia olímpica — um reencontro com o sonho adiado.

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Olhando para as disputas masculinas, o espírito de superação permaneceu. Manex Silva conquistou o melhor resultado do país no esqui cross-country. A conquista o colocou em 48º lugar e mostrou uma crescente do brasileiro ao subir 22 posições em relação à sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022.

Manex Silva no treino da equipe Brasileira de Cross Country para a prova de Sprint. Foto: Gabriel Heusi/COB
Manex Silva no treino da equipe Brasileira de Cross Country para a prova de Sprint. Foto: Gabriel Heusi/COB

Reestabelecendo marcas no skeleton

No skeleton, Nicole Silveira alcançou a 11ª colocação, seu melhor resultado olímpico e o terceiro melhor desempenho de um brasileiro na história das edições de inverno, entre homens e mulheres. Entre as mulheres, o feito ganha ainda mais peso: trata-se da segunda melhor marca feminina do país, atrás apenas do 9º lugar obtido por Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006.

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A brasileira Nicole Silveira compete no skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milao-Cortina 2026 Foto: Gabriel Heusi/COB
A brasileira Nicole Silveira compete no skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milao-Cortina 2026 Foto: Gabriel Heusi/COB

Evolução no bobsled

No bobsled, a dupla Edson Bindilatti e Luís Bacca registrou seu melhor tempo da edição na terceira descida (56s22), encerrando na 24ª posição. O resultado supera o 27º lugar conquistado em Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018 e reforça a evolução do bobsled nacional — especialmente simbólica para Bindilatti, que se despede das Olimpíadas.

Descida 1 e 2 do do Bobsled 2-man com a dupla brasileira Edson Bindilatti eLuis Bacca nos Jogos Olímpicos de Inverno Milao-Cortina 2026 Foto: Gabriel Heusi/COB
Descida 1 e 2 do do Bobsled 2-man com a dupla brasileira Edson Bindilatti eLuis Bacca nos Jogos Olímpicos de Inverno Milao-Cortina 2026 Foto: Gabriel Heusi/COB

Presença no snowboard

No snowboard halfpipe, os brasileiros, Pat Burgener e Augustinho Teixeira, não avançaram às finais, mas mantiveram a presença do país em mais uma frente da programação olímpica.

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Pat Burgener durante treinamento na pista olímpica (Foto: Rafael Bello/ COB)
Pat Burgener durante treinamento na pista olímpica (Foto: Rafael Bello/ COB)

Entre quedas, recordes e estreias, o Brasil encerra sua participação feminina no slalom com Alice Padilha e segue consolidando sua identidade nos esportes de inverno, com uma trajetória construída passo a passo, descida a descida.

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