Alice Padilha derrapa no slalom e encerra participação feminina do Brasil nas Olimpíadas de Inverno
Brasileiros voltam a disputar no próximo sábado (21), às 6h (de Brasília)

Depois de 12 anos sem representantes no slalom feminino, o Brasil voltou a alinhar uma atleta na modalidade com a jovem Alice Padilha, de 18 anos, nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A brasileira foi a 85ª a descer a montanha nesta quarta (18), já com a pista bastante castigada pelas passagens anteriores.
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Em uma prova marcada por alto índice de quedas e eliminações, com 28 das 95 esquiadoras não completando o percurso e outras três sendo desclassificadas, restaram apenas 64 para a segunda descida. Alice acabou se juntando ao grupo que não concluiu a disputa. Logo no início do traçado, perdeu o equilíbrio, derrapou e precisou sair da pista.
O desfecho foi diferente do vivido por Lucas Pinheiro dias antes, quando o brasileiro caiu durante sua descida no slalom. No caso de Alice, o desequilíbrio precoce impediu qualquer chance de recuperação. Ainda assim, sua presença já representou um marco: recolocar o Brasil no grid feminino da modalidade após mais de uma década.

Próximos compromissos dos brasileiros
Agora, as atenções se voltam para a disputa do four-man (quarteto), marcada para sábado (21), às 6h (horário de Brasília). Os treinamentos oficiais já começaram, e a equipe busca manter o embalo do recorde recente.
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Desempenho brasileiro em Milão-Cortina
Se por um lado houve frustrações naturais do esporte de alto rendimento, por outro, a delegação brasileira escreveu capítulos históricos na neve italiana.
Conquista histórica de Lucas Pinheiro
O maior deles veio com Lucas Pinheiro, que conquistou um ouro inédito no slalom gigante, tornando o Brasil o primeiro país da América Latina a alcançar o topo do pódio em Jogos Olímpicos de Inverno na modalidade.

Novos números no slalom
Após a queda e desclassificação de Lucas Pinheiro no slalom, a responsabilidade ficou com o brasileiro, Giovanni Ongaro, que gravou seu nome na história ao chegar na 27ª posição na prova, o melhor desempenho já registrado por um brasileiro na categoria em edições dos Jogos de Inverno.

Superação no Esqui Cross-Country
No esqui cross-country, a palavra foi superação. Nas disputas femininas, Bruna Moura e Eduarda Ribera celebraram suas colocações no Sprint Clássico — 72º e 74º lugares, respectivamente. Para Eduarda, de 21 anos, o resultado simboliza evolução: em 2022, ela havia terminado na 77ª posição, mostrando crescimento consistente em sua trajetória internacional.
Bruna, por sua vez, viveu um momento particularmente simbólico. Impedida de competir nos Jogos de Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 após sofrer um acidente de carro às vésperas da competição, a atleta celebrou emocionada sua estreia olímpica — um reencontro com o sonho adiado.
Olhando para as disputas masculinas, o espírito de superação permaneceu. Manex Silva conquistou o melhor resultado do país no esqui cross-country. A conquista o colocou em 48º lugar e mostrou uma crescente do brasileiro ao subir 22 posições em relação à sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022.

Reestabelecendo marcas no skeleton
No skeleton, Nicole Silveira alcançou a 11ª colocação, seu melhor resultado olímpico e o terceiro melhor desempenho de um brasileiro na história das edições de inverno, entre homens e mulheres. Entre as mulheres, o feito ganha ainda mais peso: trata-se da segunda melhor marca feminina do país, atrás apenas do 9º lugar obtido por Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006.

Evolução no bobsled
No bobsled, a dupla Edson Bindilatti e Luís Bacca registrou seu melhor tempo da edição na terceira descida (56s22), encerrando na 24ª posição. O resultado supera o 27º lugar conquistado em Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018 e reforça a evolução do bobsled nacional — especialmente simbólica para Bindilatti, que se despede das Olimpíadas.

Presença no snowboard
No snowboard halfpipe, os brasileiros, Pat Burgener e Augustinho Teixeira, não avançaram às finais, mas mantiveram a presença do país em mais uma frente da programação olímpica.

Entre quedas, recordes e estreias, o Brasil encerra sua participação feminina no slalom com Alice Padilha e segue consolidando sua identidade nos esportes de inverno, com uma trajetória construída passo a passo, descida a descida.
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