Brasil estreia nas Olimpíadas de Inverno com duas atletas no top 80 do esqui cross-country
Manex Silva também disputará o Sprint Clássico nas eliminatórias masculina

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O Brasil estreou oficialmente nas Olimpíadas de Inverno de 2026 nesta terça-feira (10) com a participação de Bruna Moura e Eduarda Ribera na fase classificatória feminina no Sprint Clássico do Esqui Cross-Country. Embora as atletas tenham feito seus melhores esforços, com tempos de 4min22s07c para Bruna e 4min17s05c para Eduarda, elas foram eliminadas da disputa, finalizando no 73 e 76 lugar, respectivamente.
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Apesar da eliminação, as brasileiras alcançaram um feito notável ao colocarem o país com duas representantes no top 80 mundial da modalidade, em um universo de 89 competidoras. Na fase eliminatória, que viu 89 esquiadoras descerem o percurso de 1,5km em intervalos de 15 segundos, apenas 30 se classificaram para as próximas etapas.
Para Eduarda Ribera, de 21 anos, o resultado é particularmente expressivo. A atleta saltou da 77ª posição alcançada nos Jogos de Inverno de 2022, sinalizando um promissor crescimento em sua carreira. Já Bruna Moura celebrou bastante ao cruzar a linha de chegada, coroando a realização de um sonho olímpico repleto de superação.
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Superação e a busca pelo sonho perdido de Bruna
A participação de Bruna nas Olimpíadas de Milão-Cortina é carregada de simbolismo e resiliência. Em 2022, a atleta teve sua primeira oportunidade olímpica interrompida de forma traumática.
No dia 27 de janeiro de 2022, Bruna sofreu um grave acidente de carro. Ela estava a caminho do aeroporto, na Itália, para viajar a Pequim, sede dos Jogos Olímpicos daquele ano, quando a van em que estava colidiu com um caminhão perto da cidade de Obervintl. A tragédia resultou na morte do motorista. A brasileira sofreu múltiplas fraturas nos braços, pés e costelas, passando por uma longa internação hospitalar e ficando dois meses sem andar.
As consequências do acidente não se limitaram às sequelas físicas — Bruna ainda lida constantemente com dores no pé. O impacto na saúde mental da atleta também foi severo, exigindo um acompanhamento psicológico contínuo. Ela considera esse suporte crucial, especialmente durante a jornada de reconquista da vaga olímpica.
O destino quis que a primeira Olimpíada de Bruna Moura acontecesse justamente no mesmo país onde sua vida foi colocada à prova.
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