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Fotógrafos revelam bastidores de cobertura das Olimpíadas de inverno

Câmeras congeladas e desidratação são os desafios mais comuns

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São Paulo
Dia 17/02/2026
15:29
Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
imagem cameraDa esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

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A história das Olimpíadas de Inverno é escrita pelas lentes de quem raramente aparece. Enquanto atletas buscam o pódio, fotógrafos e cinegrafistas enfrentam o desafio no "off" para registrar o esporte em ambientes de frio extremo. Câmeras congeladas, peso nas costas, desidratação e riscos reais de deslizamento nas montanhas fazem parte da rotina de quem cobre esportes na neve.

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— Não se trata apenas de descer uma encosta esquiando; fazemos isso carregando todo o nosso equipamento. Isso nos deixa mais pesados e, consequentemente, mais rápidos, o que coloca à prova o equilíbrio e a força de cada um — esclareceu Julian Finney, fotógrafo da Getty Images, ao ge.

Nicole Rocha Silveira durante Olimpíadas de Inverno de 2026 (Foto: Stefano RELLANDINI / AFP)
Nicole Rocha Silveira durante Olimpíadas de Inverno de 2026 (Foto: Stefano RELLANDINI / AFP)

A mochila de um fotógrafo olímpico pesa, em média, 22 kg. Além do peso, há o fator tecnológico: muitos utilizam equipamentos desenvolvidos especialmente para operar em temperaturas abaixo de zero. No entanto, nem toda a tecnologia do mundo resolve os problemas básicos de sobrevivência e logística.

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— Até mesmo algo básico como se manter hidratado vira um desafio, já que as garrafas de água congelam, inclusive aquelas guardadas nos bolsos internos da roupa. Nos dias mais frios, vestir cinco camadas de roupa é a única forma de continuar trabalhando. Até cabos de rede podem congelar e ficar rígidos, tornando quase impossível desconectá-los da câmera justamente quando os prazos exigem a transmissão imediata dos arquivos — explica David Ramos, fotógrafo da Getty Images responsável pelo snowboard e esqui freestyle.

A rotina cansativa das Olimpíadas de inverno exige um vigor físico e mental que beira o dos próprios competidores. Muitas vezes, o fotógrafo trabalha no escuro, sem acesso ao quadro de pontuação, focando apenas na perfeição da imagem:

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— Não temos como saber quem está liderando a prova ou quem pode vencer; o que nos resta é tentar fotografar todos os competidores com a mesma precisão. Quando tudo termina, estamos exaustos, com fome e doloridos. Descansamos, nos reabastecemos e fazemos tudo outra vez no dia seguinte — conclui Ramos.

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